Organização em bandos é normal de adolescente, diz psicóloga
A psicóloga educacional Joyce Pescarolo, do projeto Ong Não-Violência, explicou que é normal vermos grupamentos de jovens no entorno das escolas para fazer baderna e fumar maconha. ''Eles fazem parte de uma galera, um grupo de jovens que têm comportamentos tipicamente juvenis. É a característica dos adolescentes. Eles andam com grupos porque procuram alguém para se identificar. Essa é uma hora em que o jovem nega todas as suas referências por rebeldia. É a fase do sou do contra. Um processo extremamente natural. Os adolescentes e os jovens estão sempre em busca de uma identidade'', analisou a psicóloga.
A violência surgiria como consequência das drogas, da falta de oportunidades, da desigualdade social, da falta de acesso à educação e à saúde, da falta de perspectiva de futuro, de referências positivas. ''Quando se fala em referências positivas, se fala de ética, respeito e solidariedade. Os adultos precisam ser os exemplos para os jovens. Se não forem os pais, terão que ser os professores - dentro e fora da sala-de-aula'', disse.
Para isso, a Ong trabalha com o treinamento de educadores no sentido de melhorar a atuação dentro das escolas. ''O professor precisa agir com autoridade, mas não com autoritarismo. Precisa conseguir respeito e confiança dos alunos. O ideal é sempre ter diálogo com os alunos, conversas. Nunca ataques. A indisciplina é o efeito colateral de uma série de coisas como aulas sem sentido para os alunos, professores questionáveis. Os ambientes adequados melhoram o comportamento dos alunos''. (L.P.)





