O historiador Renato Carneiro, coordenador do programa Paraná da Gente, da Secretaria de Estado da Cultura, aponta que as lendas vêm perdendo força na cultura brasileira.
''Nossa transmissão de cultura atualmente está mais vinculada à mídia. Quando falamos sobre lendas, estamos falando de uma época em que a oralidade era muito mais importante. Principalmente nas cidades do interior, as histórias eram passadas de pai para filho, num ambiente de reunião, em volta da fogueira, por exemplo'', explica Carneiro.
''Hoje, uma criança tem mais contato com o vídeo game, a televisão, a internet e a escola do que com os pais, que trabalham fora e estão sempre ocupados. Com pouco contato entre pais e filhos, as histórias não são transmitidas. O ritmo da sociedade atual é outro'', diz o historiador.
Ele destaca que há professores que tentam resgatar a importância das crendices populares, ao contarem sobre as lendas em sala de aula. ''Mas são iniciativas pontuais'', lamenta Carneiro. (F.G.)

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