A opção da Renault pelo Paraná ganhou espaço na mídia internacional. Os principais jornais franceses destacaram, na época, a decisão da empresa. O jornal ‘‘Les Echos’’ publicou em sua primeira página que a montadora fez uma opção prudente ao escolher o Estado paranaense. Jornais como o ‘‘Le Monde’’, ‘‘Le Figaro’’ e ‘‘Liberation’’ priorizaram em seus noticiário o contrato firmado entre o governador Jaime Lerner e o presidente da Renault, Louis Schweitzer.
À medida que a esperada notícia chegava ao Brasil, entretanto, crescia a surpresa dos governos que disputavam o investimento. Na mesma manhã de 12 de março de 96, quando o contrato foi assinado, um jornal gaúcho publicava que a empresa deveria definir a implantação da fábrica brasileira até o dia 29 de março. A notícia dizia ainda que o Rio Grande do Sul deveria ser o Estado escolhido.
Minas Gerais também se surpreendeu. O governador do Estado, Eduardo Azeredo, chegou a dizer que o governo não estava empenhado na conquista da montadora. Depois da surpresa, os principais articulistas dos jornais reconheceram que o Paraná era o que mais atendia as exigências da Renault.

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