No domingo em que a reportagem da FOLHA esteve no Shangri-lá, a empresária Lourdes Rangel de Abreu, de Ponta Grossa, visitava o Mercadão pela primeira vez. Como cicerone, a amiga Adriana Kerche da Cunha fazia as apresentações. ‘‘Lá em Ponta Grossa não há nada assim. Logo na entrada, ao ouvir os músicos tocando chorinho, pensei: estou no paraíso !’’.
  No ‘‘lugar onde há panoramas maravilhosos e o tempo parece deter-se em ambiente de paz e felicidade’’ – significado da palavra Shangri-lá –, a amiga, Adriana, usufrui cotidianamente desse ‘‘paraíso’’. ‘‘Moro em frente ao Mercado e é um prazer trazê-la aqui. Londrina é carente de opções desse tipo e, faça chuva ou faça sol, o local é meu passeio de domingo. O ambiente conspira a favor’’.
  Responsável pelas boas-vindas à dupla, a empresária Yda Pozza mantém há 23 anos uma floricultura no Mercado Municipal. ‘‘O domingo no Shangri-lá é uma terapia, é de encher os olhos. É comum as pessoas virem comprar um produto para o almoço e, antes de ir embora, passarem na floricultura. Resultado: dificilmente saem de mãos abanando’’, acentua, em meio a rosas, orquídeas e outras flores que também devem ser encontradas no paraíso que se imagina existir, de fato, em algum lugar. (T.N.)

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