Onde mora o perigo
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quarta-feira, 27 de maio de 2015
Michelle Aligleri<br>Reportagem local 
A tecnologia possibilita que pessoas munidas de smartphones, notebooks e outros equipamentos tenham acesso à internet em qualquer lugar. Mas o uso da internet 3G ou 4G tem um custo. Para fugir das tarifas há quem sempre busque uma rede Wi-Fi (Wireless Fidelity) para acessar a internet. Muitos hotéis, restaurantes, academias e os mais diversos estabelecimentos já disponibilizam esse tipo de serviço aos clientes e usuários. Em algumas cidades há até mesmo redes ao ar livre, que permitem o uso da internet gratuitamente em vários locais públicos como praças, shoppings, aeroportos, entre outros.
A professora de redes sem fio da Unopar e da Faculdade Pitágoras, Rosângela Tonon, explica que essas redes são realmente uma facilidade, mas nem sempre são seguras ao usuário. Ela explica que os dispositivos móveis se conectam ao primeiro ponto de acesso que encontram, no entanto, a pessoa responsável pela rede pode ter acesso a dados transmitidos durante a conexão. "O ideal é sempre perguntar ao estabelecimento qual é a rede sem fio que deve ser utilizada. Se o usuário escolher uma rede insegura aberta para navegar pela internet e usar serviços de banco, por exemplo, outra pessoa poderá ver os conteúdos como senhas e informações sigilosas do usuário", exemplifica. Ela lembra que sempre que as pessoas acessam uma rede Wi-Fi fora de casa elas podem estar sendo observadas. "Toda rede Wi-Fi é ligada a um servidor que tem acesso aos dados recebidos e transmitidos", aponta.
Para garantir a segurança, Rosângela salienta que mesmo que a pessoa esteja em uma rede considerada segura, ela deve evitar acessar sites de grande visibilidade dos criminosos como os que armazenam números de cartões de crédito, estabelecimentos bancários e redes sociais. Um antivírus atualizado nos notebooks também ajuda a evitar esse tipo de problema.
Outro alerta da professora é para as redes Wi-Fi domiciliares, conforme ela, é importante mantê-las sempre protegidas por senha. "Nunca se deve deixar a rede aberta porque não se sabe quem poderá usar a sua rede. Hoje, conforme a lei de cibercrimes, se um pedófilo usar a sua rede de internet para praticar um ato ilícito, você é responsável pela ação. Da mesma forma que não damos a nossa senha do banco a ninguém, não devemos informar a nossa senha da rede Wi-Fi", ensina. Por conta da segurança, ela orienta que as senhas de Wi-Fi tenham letras maiúsculas, minúsculas e números, esta é uma forma de dificultar que pessoas mal intencionadas descubram a senha e usem a rede indevidamente.


