Arquivo FolhaLiberdadeNo Pelô, grupo famoso bate tambores e não se deixa vencer pela dificuldadeAmeaçado de não desfilar por falta de patrocínio, o Olodum acabou se integrando ao Carnaval baiano ontem, no Pelourinho, saindo em direção ao Campo Grande. ‘‘Mesmo aos trancos e barrancos, o Olodum está na avenida’’, disse o presidente do Grupo Cultural Olodum, José Carlos Conceição do Nascimento. Segundo o presidente, o custo total do Olodum para o desfile deste ano está orçado em R$ 200 mil. ‘‘Tivemos que adotar algumas medidas para reduzir o orçamento, mas isso não afetará a beleza do desfile do bloco’’, disse Nascimento.
Pela primeira vez em 20 anos de existência do bloco, as tradicionais fantasias são substituídas por abadás - roupas menos sofisticadas e de menor custo, utilizadas pelos blocos de Carnaval puxados por trio elétrico. Tradicionalmente puxado por uma bateria de 300 integrantes e quatro carros de apoio, o bloco também eliminou do orçamento o custo com alguns dos veículos. ‘‘Este ano, saimos apenas com o carro de som e um veículo destinado à venda de bebidas e atendimento médico’’, disse Nascimento.
Em protesto pela falta de patrocinadores, o Olodum desfila com uma faixa colocada no carro de som. ‘‘No peito e na raça’’, diz o texto da faixa. A bateria do bloco também desfila com um número menor de integrantes. ‘‘O bloco vai sair com a Banda Show do Olodum, que já se apresentou várias vezes no exterior’’, informou Nascimento. Ao contrário dos blocos convencionais que cobram até R$ 580 por um abadá, o preço do Olodum é um dos mais acessíveis - R$ 136 (para sócios do bloco) e R$ 147 (não associados).
O bloco tem novo desfile previsto para amanhã na Barra e terça-feira no Campo Grande.

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