DivulgaçãoO prefeito Okamoto: recuperação do município é feita com sacrifício e esperança Melhorar a imagem de Goioerê perante o restante do Estado. Essa é uma das principais metas do prefeito Vicente Okamoto (PSDB), que assumiu em janeiro a prefeitura pela terceira vez - ele já foi prefeito na gestão 73/76 e 83/88. ‘‘Criou-se uma imagem muito ruim da cidade’’, queixa-se o prefeito. Ele se refere a denúncias de irregularidades e a intermináveis greves que se arrastaram durante os últimos meses da administração anterior. ‘‘Assumimos a prefeitura com seis folhas de pagamento em atraso’’, conta.
Foi para tentar mudar a imagem da cidade que Okamoto precisou fazer uma série de cortes na prefeitura. Para começar, foram extintas mais da metade das secretarias municipais existentes, o que pôs fim a cerca de 100 cargos em comissão. Também foram cortados servidores contratados por tempo determinado e até extintos vários cargos. Com tudo isso, o número de funcionários, que chegava quase a 1.100, caiu para pouco mais de 700.
‘‘Mas é preciso cortar mais’’, admite o prefeito. ‘‘Vai doer, mas será necessário’’. Ele não esperava que as receitas municipais, que seguiam em ‘‘patamares razoáveis’’ caíssem tanto a partir de abril. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), por exemplo, que hoje é de R$ 242 mil, teve uma queda de 17% de janeiro a julho deste ano. Já o índice do ICMS, que hoje rende R$ 150 mil por mês à prefeitura, está menos da metade do que era há três anos.
‘‘Nosso índice era de 0,0050 em 94 e agora é de 0,0024’’, conta Okamoto. Para piorar, o prefeito já tem informações de que haverá nova queda no próximo ano 98: 0,0020. ‘‘Além da arrecadação do imposto diminuir, nosso índice também cai’’, lamenta.
CriseNo âmbito geral, Okamoto atribui as dificuldades de Goioerê principalmente ao declínio da cotonicultura e à crise que pegou as cooperativas. Um dos exemplos, foi o encerramento de atividades da Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC) em 93. A Cooperativa era responsável pela manutenção de empregos e pela geração de impostos.
O caso da Cooperativa Agrícola de Goioerê (Coagel), que também passa por momento difícil, também é lamentado pelo prefeito. A Coagel demitiu funcionários, e vem passando por um processo de reestruturação, na tentativa de se recuperar.

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