Ofício: ajudar o próximo
2001 Ano Internacional do Voluntariado. O tema inspirou a Associação Médica de Londrina a colocar em prática uma antiga idéia de estabelecer um programa de atendimento gratuito para crianças e idosos carentes. Para coordenar o trabalho, a diretoria da entidade convidou pessoas experientes no ofício de ajudar o próximo.
O cardiologista Antônio Nechar Júnior, que há dez anos atende gratuitamente os velhinhos do Asilo São Vicente de Paula, é o responsável por organizar o programa. A pediatra Cássia Regina Nogueira Guimarães, que também atende gratuitamente às crianças do Lar Santo Antônio e da creche do conjunto Novo Amparo aderiu à idéia e já conta com a colaboração de muitos colegas no trabalho voluntário.
Nechar revela que foi convidado porque já realizava esse tipo de atendimento no asilo. ''Comecei a examinar os idosos do São Vicente de Paula quando era associado do Rotary, há dez anos. Deixei a associação mas continuei o trabalho''. Hoje, ele também trata os ''vozinhos'' (como carinhosamente chama seus pacientes) da Casa do Vovó e da Vovó - ''Atendo-os de maneira informal. Quando não vou até às instituições, os responsáveis pelos lares trazem os pacientes até meu consultório. Eles são pontuais, vêm sempre acompanhados e não dão trabalho. É uma satisfação poder ajudar''.
O programa da AML tem o objetivo de continuar atendendo os dois asilos, mas com envolvimento de outras especialidades. ''Os associados estão bastante receptíveis e sei, inclusive, que outros médicos realizam o mesmo trabalho individualmente. A idéia é reunir a todos para tornar o programa oficial, estabelecendo normas. Tem que ser muito bem organizado para não acabar depois de um tempo'' - ressalta o cardiologista.
A pediatra Cássia Regina Nogueira Guimarães também concorda que o trabalho voluntário é muito gratificante. Ela atende 70 crianças na creche do Novo Amparo e 75 no berçário da creche do Lar Santo Antônio, onde ganha reforço de ajuda dos colegas pediatras Enio Luiz Igashibara e Márcio Aurélio de Andrade Donegá - ''E quando necessário, contamos também com a colaboração de outros especialistas e de alguns laboratórios de análise e imagem'', diz ela enfatizando que além da prevenção, acabam atendendo também as patologias mais comuns. ''Só no berçário do lar, por exemplo, são mais de 70 crianças que precisam de cuidados médicos. Por isso, para levar o projeto adiante precisamos também da coloboração de outros especialistas e doações de amostras grátis de medicamentos''.





