Londrina adaptou-se bem para receber universitários de outras cidades e a maior prova disso é que não há falta de imóveis disponíveis para este público, afirma Alfredo Canezin, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Londrina (Creci). ''A produção de imóveis dirigidos a estudantes em Londrina é permanente, por isso não há problemas com este tipo de demanda. Além disso, a rotatividade é sempre muito grande para este perfil de locatário'', complementa.
Para o presidente do Secovi (sindicato do setor imobiliário), Jorge Coimbra, a produção permanente de imóveis voltados a estudantes é consequência do grande número de empresas do setor de educação instaladas na cidade. ''As construtoras acreditam em Londrina e por isso continuam investindo. Somente com a UEL não haveria essa movimentação no mercado, agora temos a Unopar, PUC, Unifil, além de outras e da UTF'', avalia.
Para o estudante que acabou de chegar na cidade e precisa alugar um imóvel, Canezin aconselha a buscar uma imobiliária em vez de se orientar pelos murais das faculdades ou outras fontes. Segundo ele, é a forma mais segura de alugar um imóvel em termos de documentação e negociação com o proprietário do imóvel. ''Pode ocorrer que o estudante procure alguém por meio de anúncios e aquele anunciante não ser realmente o proprietário do imóvel'', avisa. Outra dica é buscar apartamentos no lugar de casas, que oferecem mais segurança ao estudante, no período em que está fora.
Canezin informa ainda que a maior parte das imobiliárias aceita os pais do estudante como fiadores. Mas, para aqueles que não têm este apoio, é possível tentar a modalidade seguro-fiança, feita pela pessoa interessada diretamente com uma empresa seguradora. Nesta modalidade, o cliente paga uma taxa de 15% sobre o valor total de despesas mensais, como aluguel, taxa de condomínio, contas de águas e luz, etc. ''Mas a pessoa precisa saber se a imobiliária vai aceitar o seguro-fiança, além do que o seguro é muito caro'', avisa.
A faixa de preço de aluguel mais procurada pelo público de estudantes varia de R$ 220,00 a R$ 400,00 e o Centro da cidade é o local preferido por quem acaba de chegar a Londrina, explica.
Para o estudante que for alugar, o presidente do Creci dá algumas dicas. Primeiro, é importante conferir se a imobiliária que está negociando o imóvel tem autorização para representar o proprietário do imóvel. Para certificar-se, basta pedir à imobiliária o documento Autorização de Locação Exclusiva ou uma procuração do proprietário, confirmando que autorizou a empresa a negociar a locação.
Também é preciso ficar atento à ficha de vistoria, para que não haja problemas na hora de entregar o imóvel. Outra dica é checar o valor do condomínio diretamente no prédio em que vai morar, de preferência com o responsável pela administração, para não haver reclamações posteriores junto à imobiliária.
Por fim, é preciso verificar se a taxa do IPTU será paga pelo locador ou pelo locatário, devendo constar cláusula a respeito no contrato de locação. ''Muitas vezes, a taxa tem sido incorporada ao aluguel, mas vale a pena perguntar'', diz.

mockup