Edson MazzettoA empresa de sucos incubada no Parque: tipo longa vida pode impulsionarO Oeste paranaense também desenvolve tecnologias para a transformação da matéria-prima, através de pequenos e médios empreendimentos. O esforço reúne Cascavel, Toledo e Marechal Cândido Rondon, nos quais há fundações tecnológicas municipais que mantêm parceria para estudos e projetos a partir do Parque Tecnológico Agroindustrial do Oeste, de Cascavel.
O presidente da Fundetec, químico Mário Bracht, diz que o custo operacional do Parque é de R$ 20 mil mensais. No complexo de 3,7 mil m2, a 15 km da cidade e à margem da BR-277, Estado e município investiram R$ 2,5 milhões, e prevê-se mais R$ 7,5 milhões (participação federal e privada). O Parque tem laboratórios de controle, inclusive para selo de qualidade para exportação, desenvolvimento de produtos e incubadoras.
A incubação permite a absorção do resultado das pesquisas, para que as pequenas empresas amadureçam e possam seguir por conta própria em outros locais. As unidades do Parque vão sendo implantadas conforme a demanda - uma segunda unidade já está à disposição. A área ofertada é de 157 m2, em um salão, e mais 10 metros quadrados para escritório, o que, no entender de Mário Bracht, ‘‘é suficiente para uma empresa de pequeno porte iniciar produção em escala comercial’’.
Longa vidaO contrato de utilização é por dois anos, também considerado suficiente. A primeira pequena empresa incubada é a Fort Fruit, indústria de sucos montada por Mauro Alvarez, pesquisador oriundo de Maringá. Apoiado pela Cascavel S.A. Participações, que integra investidores locais - individualmente, com pequenos capitais - interessados em aplicar em novos negócios, Alvarez desenvolveu tecnologia para sucos ‘‘longa vida’’.
As variedades iniciais são laranja, abacaxi, maracujá e acerola, comercializados em vasilhame plástico de 1 litro. A colocação no mercado ainda está sendo estruturada, mas Mauro Alvarez acha possível ‘‘conquistar espaços’’. O investimento na primeira etapa do negócio deve chegar a cerca de R$ 180 mil, incluindo equipamentos e capital de giro, e a produção inicial deve ser de 5 mil litros ao mês. A estimativa é de que após seis meses seja possível chegar a 50 mil litros.
No Parque Agrotecnológico estão em curso ainda projetos de um pequeno industrial, que desenvolve uma máquina para produção de sacas e de medicamentos básicos. Em parceria com empresários e instituições argentinas, será estudada a erva-mate, matéria-prima para tintas, remédios e outras finalidades.

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