Oeste é o líder na produção de frangos
Paulo Pegoraro
Unidades industriais já operando ou em fase de implantação no Oeste paranaense caracterizam a região como um dos principais pólos de produção de frangos no País, com abate diário próximo a 1 milhão de cabeças (incluindo pequenos abatedouros). Além de gerar milhares de empregos, as indústrias e os complexos em torno delas alimentam a economia rural, com o sistema de integração de aviários, nos quais é empregada tecnologia de última geração. A maior parte das indústrias já ampliou ou está ampliando a capacidade de abate. A Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel), com 3,5 mil associados, atingiu no final do ano passado a meta de abater 140 mil frangos ao dia. Na unidade há mil pessoas empregadas, e igual número de forma indireta. Segundo o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, a cooperativa deve fechar o ano com faturamento de R$ 72 milhões.
A Cooperativa Mista Agrícola Vale do Piquiri (Coopervale), de Palotina, com 5,7 mil associados, opera desde o final do ano passado seu Complexo Avícola, no qual, segundo o presidente, Alfredo Lang, o investimento foi de R$ 65 milhões. O abate diário, de 75 mil cabeças, será duplicado brevemente.
Em Cafelândia, a Cooperativa Agrícola Consolata (Copacol), com 4,5 mil associados, abate 135 mil cabeças de frangos ao dia em seu frigorífico, que emprega 1,7 mil pessoas (mais 2,5 mil indiretamente).
A Cooperativa Agropecuária Três Fronteiras (Cotrefal), de Medianeira, com 4,4 mil sócios, inaugura em julho um frigorífico de frangos, abatendo inicialmente 70 mil cabeças, passando a seguir para 140 mil, mas com possibilidade de chegar a 280 mil cabeças se o mercado comportar, relata o presidente, Irineo da Costa Rodrigues.
Em Toledo, a Sadia opera o maior frigorífico de frango do País, com abate diário de 350 mil cabeças, a maior parte destinada à exportação. A indústria dá 1,6 mil empregos diretos.
Em Cascavel, a indústria que era operada inicialmente pelo grupo catarinense Chapecó está abatendo sessenta mil cabeças de frango, depois de longo período de inatividade, decorrente de crise financeira que envolveu a organização. A reativação da indústria foi possível através de parceria com a Sadia.





