A votação eletrônica chamou a atenção dos dois observadores internacionais, que estiveram ontem acompanhando o pleito em Curitiba. Mauro Miguel Reyes, magistrado do Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário do México, e Rodolfo Piza, do Instituto Interamericano de Direitos Humanos, da Costa Rica, interessaram-se pelo sistema adotado no Brasil, mas mostraram-se desconfiados quanto à segurança dos votos computados. Os dois estiveram em uma escola da capital
e outra em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
O presidente do TRE, Vicente Troiano Neto, explicou que os observadores fazem parte de uma comitiva de 13 pessoas que foi convidada pelo Tribunal Superior Eleitoral para conhecer o sistema de votação brasileiro. Para Curitiba, a previsão era que viessem três observadores, mas George Russell, diretor executivo do Comitê de Eleições dos Estados Unidos, não pôde comparecer. Troiano Netto afirmou que o modelo usado no Brasil é ‘‘um dos mais avançados do mundo’’, o que despertou interesse dos demais países do continente americano.
Os dois observadores consideraram o sistema ágil, porém se
disseram desconfiados quanto à violabilidade do sistema. ‘‘O modelo brasileiro parece ser mais rápido para se conhecer o resultado, mas a dúvida é se o sistema não pode ser violado por um ‘‘hacker’’, que consegue invadir os
sistemas da Nasa, do Pentágono e de outros lugares’’, disse Mauro Miguel Reyes, do Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário do México.
Reyes lamentou que o TRE não o tenha levado antes para saber como se carrega o sistema em cada uma das urnas eletrônicas.Albari RosaMauro Miguel Reys, Rodolfo Piza e desembargador Vicente TroianoIsrael Reinstein

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