O teste psicotécnico, que havia sido abolido no novo Código Nacional de Trânsito, deverá voltar a fazer parte dos exames necessários para a habilitação de motoristas. Projeto que faz ajustes ao novo Código (incluindo a volta do psicotécnico) foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados e agora precisa passar pelo Senado.
O exame psicotécnico estava previsto no novo Código, mas foi vetado. A volta deste tipo de avaliação aconteceu por pressão das entidades de classe dos psicólogos junto a parlamentares.
A psicóloga Julieta Arsênio, de Londrina, membro do Conselho Federal de Psicologia, acompanhou a elaboração e encaminhamento do projeto. O projeto aprovado pela Câmara estabelece que o psicotécnico será feito somente na primeira habilitação.
Julieta rebate as acusações de que hoje a avaliação psicotécnica não é consistente. ‘‘Se o psicotécnico não está bom, sem ele será pior’’, afirma. Segundo ela, durante o teste, o psicólogo tem capacidade de levantar pelo menos algumas características de personalidade que podem significar impedimentos para dirigir. Julieta cita como exemplos pessoas com problemas de alcoolismo e instabilidade emocional.
Na opinião da psicóloga, poderia ser realizado um melhor trabalho se houvesse uma infra-estrutura adequada nos órgãos onde são realizados os exames. ‘‘Se houvesse tempo e espaço no Detran, os psicólogos poderiam conversar e orientar os candidatos.’

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