Não é só pelo projeto com os artesãos que Ibiporã está inserida na Rota do Café. No mês de setembro, a cidade realizou a primeira Mostra de Turismo do Norte do Paraná, na qual apontou os atrativos turísticos do passeio.
Nessa Mostra, foi lançado o Musical do Café, produção totalmente realizada em Ibiporã, dos atores aos produtores, que resgata a história dos imigrantes – contada como um romance – que chegaram no Brasil e se instalaram no Norte do Paraná. ‘‘Foi feita essa superprodução para que os turistas tenham um atrativo a mais, não só pelas fazendas de café, mas também tenham a oportunidade de participar de uma noite cultural na cidade’’, salienta Sandra Moya, secretária de cultura e turismo de Ibiporã.
Quem visita a cidade ainda passa por um ‘‘circuito cultural’’ no qual está inserida a igreja central, todas as obras do museu de esculturas ao ar livre e também a Casa de Arte, do artista plástico Henrique de Aragão, considerado o segundo maior artista sacro do Brasil, que aos 80 anos produz obras fantásticas e recepciona turistas de todos os cantos do planeta.
Nascido em Campina Grande, Paraíba, Aragão teve a sua primeira aparição em Ibiporã em 1967 para, como ele mesmo diz, tomar ‘‘um banho de humanidade’’. ‘‘Eu adotei a comunidade e ela me adotou. É aqui que realizo o meu trabalho’’, reflete o artista.
Aragão não sabe quantas obras o espaço em que vive possui, e considera a Casa de Arte o seu ‘‘mosteiro particular’’. ‘‘É aqui onde me ‘zenifico’ e produzo minhas obras. Recebo todos neste espaço da mesma forma, independentemente de qualquer coisa’’. O artista avalia o seu momento artístico como de total interação com a comunidade e acredita que ‘‘deve haver amor e maturidade para viver e produzir suas obras atuais’’. (V.L)

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