Restaurar obras de arte é tarefa bem mais delicada, pois exige não só o domínio de técnicas mas também profundo conhecimento da história de cada obra. Na hora de recuperar a pintura original de um quadro, por exemplo, é preciso uma cuidadosa pesquisa de cores e técnicas de pintura.
Um dos exemplos mais notáveis de restauração é a Capela Sistina, no Vaticano. Pintada por Michelangelo no século XVI, a Capela teve as cores dos afrescos do teto e da parede do Juízo Final reavivadas, em um longo trabalho de restauração concluído há cerca de quatro anos.
A conservação é diferente da restauração. Como diz o velho ditado, prevenir é melhor do que remediar, e isso vale para qualquer obra que você tenha em casa. Assim, é importante, por exemplo, tirar o pó de telas a óleo pelo menos de três em três meses, usando um pincel largo bem macio, passado delicadamente sempre no mesmo sentido. Para a moldura, basta uma flanela.
Os quadros que têm vidro devem ser abertos no final de cada inverno para evitar fungos. ‘‘O ideal é que o ambiente tenha temperatura constante de 21 graus e umidade relativa de 60%’’, diz a especialista Samira Raid, responsável pela conservação do acervo do Museu de Arte Contemporânea. ‘‘Como é difícil manter isso em casa, é preciso pelo menos limpar para evitar fungos’’.

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