Obras da Cadeia vão começar em 98
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quarta-feira, 10 de dezembro de 1997
Londrina 
Atualmente, cada DP possui como segurança um investigador. Estes policiais estão fora de suas funções em detrimento da segurança da cidade. Eles deixam de sair às ruas, investigar e prender criminosos, para cuidarem de presos. Mesmo forçada por ordem judicial, a Polícia Militar (PM) recusa-se a ajudar a Polícia Civil neste trabalho. O comandante do 5º Batalhão da PM, Marino Ari Burille, chegou ser ameaçado de prisão por desobediência pelo juiz Roberto do Valle. Burille alega que cuidar de presos não é função policial.
Dois meses antes do prefeito decretar estado de emergência, Roberto do Valle já havia interditado o 5º DP e prometia fechar os outros DPs. Era uma forma de pressão para o Governo Estadual tomar providências quanto aos problemas da superlotação carcerária. Trinta dias depois, quando o juiz partia para interditar os outros DPs, o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, por intermédio de uma liminar, o proibia de comprir o prometido. A liminar do TJ havia sido concedida por solicitação do procurador geral do Estado, Josué Grotti, a pedido de Cândido Martins. Para dar mais segurança aos DPs, a Secretaria de Segurança mandou reformá-los, o que não diminuiu o problema da superlotação.
Em janeiro de 1982, quando era secretário de Segurança o coronel do exército Haroldo Ferreira Dias, foi inaugurado o 2º Distrito Policial. Era o primeiro DP que funcionaria em Londrina. No seu discurso de inauguração, o coronel enfatizou que os distritos serviriam para dar segurança aos moradores. Na ocasião, ele disse que Londrina era prioridade nos seus planos de segurança: A cidade vem sendo marginalizada neste setor por governos anteriores e eu farei tudo para resolver os problemas.
O juiz Roberto do Valle e o presidente da Acil, Abílio Medeiros, dizem que a situação da segurança de Londrina não se modificou em relação ao passado. No entanto, acreditam na sensibilidade do Governo do Estado em solucionar os problemas construindo a Cadeia Pública. Em novembro o prefeito Belinati, membros do Fórum Permanente de Segurança, vereadores e o juiz Roberto do Valle estiveram reunidos com o governador Jaime Lerner (PFL) para agilizar a licitação da construção da Cadeia. A expectativa é que as obras comecem até fevereiro de 1998 e deverão levar por volta de um ano para ficarem prontas. Para o juiz corregedor, não existe outra solução a curto prazo, que não seja a construção da Cadeia. (P.U.)


