Obra compatibiliza produção e ambiente
O Anel do Emprego recebeu este nome por abranger zonas institucionais, industriais, comerciais, aeroportuária e de produção intelectual, que se relaciona às Universidades (além das residenciais). O projeto é de professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e de consultores vinculados ao Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Social (Itedes), tendo Bortolotti coordenando a equipe técnica.
No livro Planejar É Preciso (Promic, 2007), Bortolotti relata que, diante do possível incremento das atividades produtivas no Anel do Emprego, os autores optaram por uma proposta incluindo a ''maior flexibilização de uso do solo urbano, equacionando questões, minimizando impactos ambientais e conflitos de vizinhança'', em vez de sugerir a modificação do zoneamento.
Percorrendo a obra com os repórteres, Bortolotti disse que ''o carro-chefe é a base ambiental'', os recursos naturais a serem preservados, sendo inadmissível indústria poluente no fundo de vale, por exemplo.
Mas, sob aspectos menos críticos, poder-se-á definir ''o que é incômodo e o que não é para o coletivo'', pelo Estudo de Impacto da Vizinhança (EIV). ''Não devemos ficar com medo dessa flexibilização'', resume. Entretanto, estão plenamente definidas as localizações para as indústrias pesadas e de atividades muito específicas. (W.S.)





