Objetivo é atrair novas agroindústrias
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quarta-feira, 08 de outubro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
Carlos Severino/Especial para a FolhaVista aérea do parque industrial da Coamo: força traduz desenvolvimento Se as novas indústrias da Cooperativa Coamo (ver ao lado) têm instalação garantida, é lícito Campo Mourão sonhar forte em ser capital estadual da agroindústria. Potencial para isso não falta. Nem reconhecimento. Desde o final de julho, o município é pólo da indústria de alimentos do Estado, de acordo com lei aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Jaime Lerner. A idéia é fazer com que indústrias do ramo que queiram se instalar no Estado dêem preferência para Campo Mourão.
Por isso mesmo, é fundamental o projeto que está reivindicando para a Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam) o curso de Engenharia em Agroindústria, que atualmente só existe na Universidade de São Carlos (ver nesta edição). Na unidade que o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) mantém em Campo Mourão, já funciona há três anos o curso Técnico de Alimentos.
Precisamos que o governo do Estado defina incentivos para que possamos atrair empresas e acelerar o desenvolvimento da agroindústria em nossa região, ressalta o prefeito Tauillo Tezelli. Segundo ele, Campo Mourão está preparada para receber investimentos na área industrial e dispõe de um considerável mercado, contando com inúmeras entidades atuando na preparação da mão-de-obra, como o Senai, Senar, Senac, Sesc e o Cefet. O objetivo é se tornar Capital da Agroindústria, expressão já usada pela prefeitura desde o ano passado.
Motivos para que indústria de alimentos se instalem em Campo Mourão é o que não faltam. Junto com os outros 24 municípios que foram a Microrregião Doze, Campo Mourão produz quase 2 milhões de toneladas de grãos por ano (ver nesta edição).


