O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Apucarana, Valmor Giavarina, diz que a OAB vê com preocupação a proliferação de vários cursos de Direito na mesma região. ‘‘Não é reserva de mercado. Estamos preocupados com a qualidade desses cursos e com a frustração dos recém-formados diante de uma provável reprovação no exame da Ordem, cada vez mais rígido, justamente para garantir a formação dos profissionais’’, destaca Giavarina. A aprovação no exame significa autorização legal para advogar. Interessados em atuar como corregedores e delegados também devem prestar o exame.
O advogado destaca ainda o crescente interesse de empresários pelo curso, como forma de evitar problemas legais com determinadas estratégias. ‘‘A globalização é responsável por essa tomada de consciência dos direitos em todos os âmbitos’’, avalia.
Giavarina lembra também que a maioria dos cursos forma o corpo docente com profissionais de outras instituições e chega a contratar bibliotecas para conseguir o registro no MEC. ‘‘Estas não são as condições ideais de funcionamento do curso’’, observa.
Segundo Giavarina, o próprio presidente da OAB nacional, Rubens Aprobato Machado, tem orientado as seções para pareceres contrários à implantação de tantos cursos de Direito, mas legalmente a medida tem caráter apenas opinativo e não decisivo junto ao MEC.
Quanto às 150 novas vagas ofertadas pela FAP, o advogado não tem certeza se a cidade e a região vão absorver, mas disse que está feliz como cidadão, especialmente porque o pai, de quem recebeu o mesmo nome, lutou pela criação do curso quando foi prefeito de Apucarana, nos anos 70. ‘‘Tendo qualidade, todos os cursos superiores colaboram para preparar o profissional, que também é cidadão’’, resume. (K.B.)

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