Imagem ilustrativa da imagem O vinho com todo o seu sabor
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A regra básica é combinar o "corpo" do vinho ao "corpo" da comida; mas o importante é agradar ao paladar, ensina Máximo Leontini


Degustar um bom vinho é um dos grandes prazeres da vida. É possível apreciar a bebida individualmente, mas é inegável que combinar a iguaria a um saboroso prato torna a experiência ainda mais especial. Para explicar essa mágica, o Grupo FOLHA em parceria com a empresa especializada em importação de vinhos, a Grand Cru, promoveu em outubro uma degustação e harmonização no Espaço Thá, durante a programação do projeto Cozinha & Sabor.

O sommelier italiano Máximo Leontini foi o responsável por ensinar as harmonizações aos cerca de 70 convidados do evento. Parceiro do evento, também sommelier e proprietário da loja Grand Cru em Londrina, Eduardo Rizzi Valença, conta que os vinhos portugueses foram a atração da noite. Leontini apresentou vinhos de duas vinícolas da tradicional região portuguesa do Douro, conhecida por seus vinhos do Porto, a Van Zeller e a Churchill Graham.

Apesar da região ser mundialmente conhecida pelo vinho tinto do Porto, mais encorpado, Valença lembra que as duas vinícolas também produzem excelentes vinhos suaves como o verde, branco e rosé. E foi exatamente sobre todas essas variedades que os sommeliers falaram durante a aula de harmonização.

"Antes de entender sobre as técnicas de harmonização é preciso lembrar que o mais importante é o que agrada ao paladar. Quando ensinamos harmonização, falamos sobre combinações que realmente não dão certo e sobre aquelas que são consideradas ideais. Mas entre esses dois extremos existe uma infinidade de possibilidades que podem agradar cada pessoa", pontua o sommelier Eduardo Rizzi Valença.

Ele explica que para buscar algo que agrada ao paladar, uma regra básica é combinar o "corpo" do vinho ao "corpo" da comida. Vinhos mais leves, combinam com comidas mais leves. Os mais encorpados, com comidas mais encorpadas. Ele ensina que vinhos brancos ou verdes devem ser combinados com entradas e peixes frescos, por exemplo.

Carnes de caça ou pratos mais ácidos com molhos encorpados vão bem com um vinho tinto. "Se você combinar uma ostra ou marisco com um vinho tinto o resultado vai ser um gosto ruim, metálico. Se combinar um prato bastante encorpado com um vinho branco suave, a bebida ‘desaparece’ na boca, fica como se fosse uma ‘água’. São questões químicas importantes que devem ser consideradas na hora de fazer uma harmonização", ensina.

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