Albari RosaCAMPO CONCRETONa CIC, a construção da montadora Renault consolida novo rumo econômico do Paraná Vinte e quatro anos atrás, um grupo de sonhadores percorria um campo verde e extenso na periferia de Curitiba, imaginando perfis de concreto de fábricas plantadas na área, sonhando ouvir barulho de tornos e serras, acreditando ver operários cruzando por ruas inexistentes a caminho de intensa produção e de vida. Aquele campo de sonhos era a palma da mão da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Os homens que a idealizaram tinham razão.
Daquele 1973 em diante, a Cidade Industrial de Curitiba, além de atrair para si a materialização de sonhadas indústrias, foi servindo de base principal para o roteiro que o Estado começava a escrever. Primeiro foi a Volvo, da distante Suécia. Chegou porque acreditou na idéia, e logo estava espalhando mais do que sua tecnologia na fabricação de caminhões e ônibus: a Volvo teve participação no enraizamento da CIC.
Atrás da Volvo vieram outras, e logo aqueles 43,7 mil metros quadrados criados pelo vislumbramento de gente que pensava um pouco adiante, começaram a concentrar múltiplas atividades, grandes empresas, grandes idéias. Na sua esteira vieram uma geração encadeada de riquezas, ideais e progresso, e a justa medida do seu equivalente em felicidade e boas perspectivas para empresários e trabalhadores.
Hoje a CIC está ocupado por mais de 500 empresas, indústrias do Paraná que nasceram com a confiança necessária para a posteridade. As bases que sustentaram desde o início o crescimento da Cidade Industrial de Curitiba, contadas por infra-estrutura moderna, com eficiente sistema de telecomunicações, com suprimento de energia elétrica e de água, transporte adequado para levar para ela insumos e retirar dela o produto acabado, sempre foram firmes.
O fundamento da CIC produziu efeitos favoráveis de tal sorte que a idéia foi um dos principais suportes do processo de expansão industrial que ocorreu no Paraná na década de 70 - e que se consolida agora, com o advento da indústria automobilística. Se a sueca Volvo foi a célula-mãe das montadoras - e hoje até já começa a fabricar seus próprios caminhões, ônibus e chassi de ônibus na Cidade Industrial de Curitiba, a francesa Renault, em São José dos Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba - por sinal um dos frutos das sementes plantadas na CIC - pode configurar com exatidão o tamanho e o peso da vocação industrial paranaense às portas do novo milênio.
Pela raiz e pelos troncos da Cidade Industrial de Curitiba, o Paraná inteiro repete o esforço para seu desenvolvimento industrial, plantado em projetos semelhantes em Londrina, Ponta Grossa, Maringá, Campo Mourão, Paranavaí, Umuarama. Em Castro, Irati, Imbituva. Em Guarapuava, Prudentópolis, Cambé, Rolândia, Arapongas. No Norte Velho, no Norte Novo, no Noroeste. No Sul, no Leste. Em todo os seus cantos, o Paraná materializa exemplos de que corre com vigor - e mostra ao Brasil sua incrível capacidade de transformação, de adaptação e sucesso.
Pela força industrial no campo de sonhos do seu tempo concreto, o Paraná vislumbra, tal e qual aqueles primeiros que pensaram na CIC, um crescimento superior à média brasileira no seu Produto Interno Bruto, provável pelo reordenamento de sua estrutura produtiva - que vem da Volvo à Renault, símbolos do novo Paraná.

mockup