O vestibular da virada
Com essas palavras, o vice-reitor da UEL Márcio Almeida, presidente da Comissão Permanente de Seleção (Copese), define a importância do Vestibular de Inverno 2000 para a trajetória da universidade. Após 31 anos utilizando provas feitas pela Fundação Carlos Chagas, uma equipe da UEL participou pela primeira vez da elaboração, aplicação e correção das questões, através de uma parceria com a Universidade Federal do Paraná. A estréia trouxe algumas mudanças para o concurso, que foram consideradas benéficas por todos os envolvidos.
De acordo com o vice-reitor, a necessidade de assumir as provas vinha sendo discutida há dez anos, mas só se concretizou agora. Nosso objetivo é aproximar o projeto pedagógico dos cursos ao perfil dos candidatos escolhidos, por isso é fundamental que os professores participem do processo, diz.
As questões passaram a privilegiar a capacidade de raciocínio, em detrimento da memorização. Apesar de diminuírem em quantidade, se tornaram mais complexas. As mudanças também atingiram a forma de inscrição para o exame. Antes realizada através de guichês, passou a acontecer via banco e internet, facilitando o acesso dos candidatos. As provas de habilidades específicas adquiriram caráter apenas eliminatório e foram transferidas para o último dia do vestibular.
O concurso da virada enfrentou algumas dificuldades. Após muitos anos, tivemos que organizar o exame sem a presença do professor Reynaldo Ramon (falecido no primeiro semestre, vítima de câncer), que detinha toda a experiência do vestibular. Também enfrentamos a possibilidade da greve dos professores e funcionários interferir no andamento do processo, explica Márcio Almeida.
Apesar dos contratempos, a edição de inverno foi mais tranquila que o Vestibular de Verão 2000. Foram registrados 112 acidentes de trânsito em Londrina, quando a média semanal de rotina é 137. Também resolvemos com eficiência o problema de um candidato que estava com pneumonia e teve que fazer os testes no hospital, comemora.
Copese, coordenadores dos locais de prova, Polícia Militar e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) fizeram uma avaliação preliminar sobre os resultados da mudança. As conclusões indicam que os aspectos positivos foram preponderantes em relação aos negativos e apontam para a continuação da parceria com a Federal do Paraná. A UEL já manifestou intenção em manter o convênio e aguarda resposta da instituição para firmar novo contrato.





