O velho é o vizinho do novo
O velho é o vizinho do novo
Kraw PenasA casa de madeira está encurralada entre os dois grandes prédios numa convivência que nem sempre é harmoniosaCuritiba tenta entrar no terceiro milênio apresentando um cenário arquitetônico onde, além do estilo modernista, também se mantenha a convivência harmoniosa de edifícios com residências construídas antes da década de quarenta. A preservação dos imóveis antigos, alguns com importantes características históricas da arquitetura empregada na sua construção, fica garantida pelo menos aparentemente se a propriedade for enquandrada como unidade de interesse de preservação (UIP) pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
Segundo informação da assessoria de imprensa do Ippuc, desde 1980, 605 imóveis foram cadastrados como UIP, obedecendo aos critérios de classificação conforme o valor histórico e arquitetônico. Depois de aprovados pela comissão de avaliação, os donos das casas a maioria nos estilos eclético e colonial recebem vantagens como o desconto do IPTU e a opção de transferência de potencial construtivo.
Este não parece ser, por enquanto, o destino da centenária casa de madeira que fica no número 507 da rua Rua Ivo Leão, no Centro Cívico. Espremido entre dois prédios de estilo moderno, o que hoje está se tornando um imóvel em avançado estado de decomposição abrigou três gerações da família Lamback, originária da Itália. Pelo estado em que a casa está, não tenho condições financeiras de restaurá-la, por isso não pedi para ele ser classificado como UIP. Além do mais, vou respeitar a vontade da minha mãe Maria Henriqueta Lissa Lamback e só a venderei depois da morte dela, garantiu Vitor Coelho, o herdeiro do imóvel. (R.B.N.)





