Sintomas físicos e emocionais identificados e tratados pelo toque das mãos. A técnica da microfisioterapia está sendo difundida no Brasil desde 2005 e cada vez mais ganha novos adeptos.
''É uma medicina manual. Por meio do toque procuramos no corpo informações de fatos ocorridos, que muitas vezes a pessoa até esqueceu, mas que deixaram 'marcas' físicas ou emocionais que não saem com medicamentos, cirurgia ou outros procedimentos'', explica Afonso Salgado, fisioterapeuta com mestrado em Medicina.
O corpo, segundo ele, guarda memórias de situações ocorridas e muitas vezes não consegue eliminá-las, o que acarreta em sintomas e disfunções. ''São cicatrizes que não ficam apenas no cérebro'', observa, ressaltando que os microfisioterapeutas descobrem essas memórias e buscam desativá-las. ''É como se fosse uma homeopatia com as mãos'', compara.
Antes de iniciar a técnica, a pessoa precisa ser submetida a uma anamnese detalhada para que o profissional possa identificar os objetivo do paciente. ''Trazemos à tona a memória do corpo pelo toque, usando aspectos químicos e emocionais'', observa.
O fisioterapeuta esclarece que não é necessário tirar a roupa durante a sessão, cuja duração varia entre 30 e 40 minutos. Em alguns casos, garante ele, é possível eliminar tudo em uma única sessão.''Se houver necessidade, a pessoa é submetida a outra sessão depois de dois ou três meses. Mas fazemos no máximo três ou quatro sessões e se não surtir efeito encaminhamos o paciente para outra especialidade'', pontua Salgado, lembrando que isso acontece na minoria dos casos.
Não existe contraindicação e a técnica pode ser aplicada desde bebês até em idosos. ''A pessoa não sente dor, mas pode ter algumas reações, como sono, diarreia, vômito, sensações emocionais. Antes de passar pela sessão, ela já é avisada de que pode ter crises emocionais ou outras reações antes de alcançar a cura. Normalmente, isso acontece três ou quatro dias após a sessão. Depois, não mais'', comenta.
Trata-se de uma técnica nova, que começou na França há cerca de 30 anos. ''Nos oito anos que está no Brasil, a procura foi crescendo e hoje temos até fila de espera'', afirma Salgado, responsável por trazer a microfisioterapia para o País e que atualmente tem clínica em Londrina, São Paulo e Maringá.
Além de prevenir doenças, é bastante indicada para tratar síndrome do pânico, depressão, alergias, dores físicas, traumas, ansiedade, fobias, dificuldade de aprendizagem, entre outros problemas. Em Londrina, a sessão custa em torno de R$ 300 e, em São Paulo a partir de R$ 400.

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