O rei da noite
Com seu primo Cezar, Riad Omairi começou a sair na night. Em 1991, junto com os amigos de infância Arthur Pereira, Eduardo Hauer e Gustavo Conti resolveu fazer uma festa. Na primeira Kokum Kaya, Riad reuniu mil pessoas. Ali, logo se deu conta que poderia juntar diversão e trabalho. Somos os precursores do eletrônico no sul do Brasil, diz. Viagens pela Europa depois, ele, com os amigos que se tornaram sócios, resolveu abrir a Rave, em 1994. A casa que funcionou na Rua Dom Pedro II, no Batel, fugiu do estigma do abre e fecha na cidade e durou quatro anos e meio, até 1999. Na seqüência, veio o Shiva, um bar esotérico.
Com a idéia de fazer 200 noites de balada em dois anos, abrimos, em 2002, a Muzik. O lugar coqueluche, com espaço para 800 pessoas, teve, segundo seu idealizador, 199 noites de casa cheia e ajudou a reforçar a imagem da Avenida Batel a Muzik ficava em sua continuação como concentradora de bares na capital. Tem de saber a horar de abrir e fechar. O curitibano gosta de novidades, comenta Riad. Apesar do sucesso, a Muzik encerrou suas atividades na data combinada.
Ele não pararia por aí. Em 2006, veio a EON, na Avenida Silva Jardim. O nome da casa com capacidade para 600 pessoas vem do latim e significa para sempre, pela eternidade, que é justamente o tempo que Riad pretende mantê-la aberta. Curitiba cresceu. Hoje, não há a necessidade de ter um período curto de vida. Para divulgar a casa, trabalha com uma equipe de quatro meninas, três rapazes e dois coordenadores. Cujo objetivo é encher a casa e trazer gente bonita. Considera a promoção vital para o negócio.
Apesar do aniversário ser em setembro, será em outubro que ele comemorará o fim do primeiro ciclo da casa, com uma festa de dois anos da EON no estacionamento do ParkShopping Barigüi. No mais, ele segue organizando o Creamfields, festival de música eletrônica que importou de Liverpool e que neste ano chega à sua quinta edição em Curitiba. No ano que vem, o Kokum Kaya, comemora, junto com seu idealizador, sua maturidade na night, em uma festa de 18 anos.
Hoje, aos 39, Riad, formado em Administração e com pós em Marketing, quer trabalhar com a noite por mais uns cinco anos. Se dá para se divertir enquanto trabalha? Não dá para curtir não. Fico o tempo inteiro com o rádio. E fica mesmo. Enquanto conversamos, o telefone e o rádio não param de tocar. Depois de deixar a noite, Riad pretende mudar de turno de trabalho. Vai abrir um restaurante. (R.U.)





