Para escrever sobre Londrina é necessário não só conhecê-la bem, mas também gostar dela. É também entender seus defeitos, como o trânsito de motoristas, motociclistas e pedestres relapsos, os buracos nas ruas e calçadas, a insensata violência e a crescente falta de segurança. Porque só procuramos entender e compreender quando realmente amamos.
  Mas as mazelas do cotidiano não podem turvar a percepção de outros aspectos da rica contribuição da população londrinense à cidade. Procuramos fazer a conexão e trazer o desconhecido para a luz da informação.
  Londrina importa pelo que somos, o que fazemos nas suas ruas e o que vivemos nas suas esquinas, estejam elas descuidadas e malcheirosas ou conservadas e embelezadas. Vale a pena conhecer a história dos homens de coragem e honra que construíram esta cidade através das placas estampadas em suas avenidas e praças, como Praça Willie Davids, as ruas Lord Lovat, João Sampaio ou o Parque Arthur Thomas. Saber quem foram eles e como contribuem hoje para o nosso
desenvolvimento.
  Se encantar e viajar com a arte do mundo lendo apenas os nomes dos edifícios do Centro da cidade: (Paul) Cézanne, (Raphael) Michelangelo, (Pablo) Picasso, Rembrandt (van Rijn) e Salvador Dalí. Estamos sempre procurando a perfeição. Mas também é da natureza humana a emoção, a hesitação, a contradição, e por consequência, a imperfectabilidade. Assim é a vida.
  Ter consciência de que até bem pouco tempo – no início deste ano – Londrina era a terceira maior cidade do Brasil. Sem esquecer, é claro, que hoje, a cidade figura no 189º lugar no ranking das cidades brasileiras em termos de qualidade de vida, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mas na mesma proporção, igualmente significativo é ter um representante de Londrina entre os ministros brasileiros. E este fato não foi a primeira vez!
  A comemoração, hoje, reacende o interesse sobre a história e a cultura desta que se tornou a maior cidade do Norte do Paraná. A FOLHA Especial oferece hoje a você boas histórias como presente. Entre elas, a da escritora paulistana radicada em Londrina Semíramis Lück, que lança hoje, a partir das 10 horas, a segunda edição das Cartas de Mozart no Hotel Bourbon. Nas mais de 200 cartas escritas pelo compositor austríaco é possível conhecer um pouco mais da intimidade de um gênio.
  Portanto, comemore. Repetindo as palavras do primeiro presidente efetivo da Companhia de Terras Norte do Paraná, João Sampaio, em 1967, ao receber o título de cidadão honorário de Londrina: ‘‘E quem vier depois, que melhore e complete a história!’’

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