Com um mapa de Londrina de 1976 sobre a mesa, Fábio César da Cunha, doutor em geografia humana na área de planejamento ambiental e desenvolvimento regional e professor do departamento de Geologia da UEL, mostra que naquele ano acima da Avenida Brasília havia poucos traços da intervenção urbana do homem em comparação com os dias atuais.
  No alto de um espigão, distante da área central da cidade, já se via uma estrada que futuramente seria a Saul Elkind, praticamente com o desenho atual. Por ali, em detrimento de regiões mais próximas do núcleo urbano já existente, seriam construídos os conjuntos habitacionais que supririam a grande demanda por moradias, consequência do processo de êxodo rural da época.
  ‘‘Em um primeiro momento, a Zona Norte era um apêndice distante de Londrina. A população cresceu, reivindicou melhorias e a região se desenvolveu. O que era periferia, passou a ter vida própria. Com isso, passou a ser interessante para quem tem capital investir por ali’’, destaca Cunha.
  Sobre um prognóstico para o futuro, o professor diz que a região ‘‘tem tudo para continuar em desenvolvimento. Porém, vai depender também das políticas governamentais’’. (W.S.)

mockup