São Paulo- Em janeiro de 1993, centenas de crianças começaram a aparecer nos hospitais de Seattle, nos EUA, com diarréia hemorrágica. Todas tinham comido hambúrgueres malpassados no Jack in the Box. A carne dos hambúrgueres estava contaminada com E. coli 0157:H7, uma variedade potencialmente letal de uma bactéria existente no estômago humano. Quatro crianças morreram e a Jack in the Box quase foi à falência. Depois do episódio, a companhia contratou o cientista alimentar David M. Theno para cuidar da segurança alimentar de seus restaurantes. O que se viu a partir daí foi uma corrida entre as empresas para ver quem oferecia a comida mais segura.
Como resultado, apesar dos protestos de grupos antiglobalização, é inegavelmente mais seguro comer em um estabelecimento de refeição rápida do que na maioria dos restaurantes que servem comida no sistema self-service. No Brasil, de acordo com dados do Datasus, cerca de 30 mil pessoas são internadas por ano com intoxicação alimentar. Por volta de oito mil morrem.
Alexandre Momesso, mestre em saúde pública e consultor de redes de supermercados, mostra como pode ser perigoso comer em um self-service. Em uma pesquisa, a comida encontrada nestes locais continha desde coliformes fecais até as temidas bactérias Salmonella ssp e a E. Coli. ''As redes de fast food, por adotarem um procedimento padronizado, são sanitariamente mais seguras'', afirma.

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