"Não tem como ter desenvolvimento sem educação", destaca o superintendente do Grupo FOLHA, José Nicolás Mejía
"Não tem como ter desenvolvimento sem educação", destaca o superintendente do Grupo FOLHA, José Nicolás Mejía | Foto: Ricardo Chicarelli/25/10/2017



O Brasil tem conseguido aumentar a taxa de escolarização entre crianças e adolescentes. Segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) 2016, divulgada em dezembro do ano passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 99,2% das crianças e adolescentes de seis a 14 anos de idade estavam matriculados e entre a população de 15 a 17 anos, 87,2% cursavam o ensino médio, embora a meta do PNE (Plano Nacional da Educação) determinasse a universalização do atendimento escolar para essa faixa etária. Em relação ao ensino superior, a pesquisa revelou que apenas 23,8% dos jovens de 18 a 24 anos de idade frequentavam a universidade em 2016.
Os índices mostram que o País consegue matricular suas crianças, mas ainda tem uma dificuldade para mantê-las na escola ao longo dos anos para que cheguem ao final da graduação. Indicadores como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) apontam ainda uma dificuldade de aprendizagem entre os alunos da educação básica, apresentando um desafio a ser superado por gestores e educadores.
Para discutir a questão, o Grupo Folha de Comunicação realiza, nesta segunda-feira (5), a 11ª edição do EncontrosFolha, com o tema "A Educação como Elemento Transformador da Sociedade". O evento começa às 8 horas e acontecerá no Auditório do Aurora Shopping, em Londrina. "Acreditamos que a educação é fundamental para o desenvolvimento sustentável sendo um elemento transformador da sociedade e um eixo estruturante de vital importância para qualquer região", disse o superintendente do Grupo Folha, José Nicolás Mejía. "Mesmo sabendo a importância da educação, muitas vezes não é um tema que seja discutido de forma ativa pelas lideranças políticas até porque os resultados são vistos mais a longo prazo e isso faz com que não seja atrativo na agenda política do dia a dia. É por isso que o Grupo FOLHA está promovendo este evento de forma que possamos trazer para a discussão e divulgação à população as prioridades da educação tanto no ensino fundamental e médio como no ensino superior, trazendo a opinião de experts nestas áreas e a participação das nossas lideranças nesse processo", ressaltou Mejía.
O evento é dividido em dois painéis. No primeiro, será discutido o ensino fundamental e médio e terá a participação da professora da FGV-RJ e diretora do Ceipe (Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais), Claudia Costin, e do diretor do Google for Education na América Latina, Rodrigo Pimentel.
Do segundo painel, que irá tratar da graduação e pós-graduação, farão parte a reitora da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Berenice Quinzani Jordão, o engenheiro civil especialista em gestão escolar e professor convidado no ISAE/FGV, José Motta Filho, e o diretor do Núcleo de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Positivo, Roberto Di Benedetto.
"Um dos grandes problemas do Brasil é a baixa produtividade das empresas e a educação pode mudar isto, de forma que se gere um círculo virtuoso onde o aumento do nível educacional da população eleve a produtividade da mão de obra, das empresas e do País, gerando recursos que podem ser investidos em continuar melhorando o nível educacional. Vemos que as cidades, regiões e países que têm logrado um salto de desenvolvimento, primeiro investiram pesado em educação. Não tem como ter desenvolvimento sem educação", afirmou o superintendente do Grupo FOLHA.
O EncontrosFolha tem como um de seus principais objetivos debater e buscar soluções para o desenvolvimento do Paraná. A primeira edição do evento, em 2014, discutiu os desafios para o Brasil e desde então já estiveram em pauta temas como logística, agronegócio, sustentabilidade empresarial, ética e transparência nas empresas e mudanças climáticas.

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