O pedágio em outros países
De acordo com o assessor técnico-econômico da Faep, Nilson Camargo, o principal problema do modelo de pedágio instituído no Paraná são as altas tarifas. Não somos contra a cobrança, mas contra os valores praticados e a forma como são feitos os reajustes, declara.
Ele comparou o pedágio paranense com o sistema de outros países. Na Europa, principalmente, existem vias alternativas às estradas pedagiadas, diferentemente do que ocorre aqui, critica. O estudo feito pela entidade mostra detalhes sobre os modelos de pedágio de outros países.
Estados Unidos - No início dos anos 90, as estradas pedagiadas nos Estados Unidos representavam 6,5% do sistema rodoviário interestadual e 7% do tráfego. Atualmente, a extensão norte-americana de rodovias concedidas não passa de 7.150 km, sendo que a malha total pavimentada dos EUA ultrapassa 5 milhões de quilômetros.
Espanha - Atualmente, a rede concedida compreende 2.000 km de rodovias, operadas por oito concessionárias, das quais seis são privadas e duas estatais. O sistema de concessões praticado na Espanha é misto e está sob intensa regulamentação. O poder público, que define as tarifas, tem grande participação nas concessionárias, não só por meio do controle acionário, mas também por meio de um delegado nomeado por decreto e encarregado de acompanhar as atividades dessas empresas.
França - Compreendendo 5.726 km de vias expressas, a rede concedida francesa é gerida por nove empresas, das quais oito são de economia mista, controladas pelo poder público, e apenas uma é privada, responsável por 700 km da malha. A coordenação fica por conta da entidade pública ADF - Autoroutes de la France -, que detém 34% do capital das empresas. O modelo francês caracteriza-se pelo pragmatismo, relação de confiança entre os parceiros e pela participação de grandes empresas,
estimuladas por incentivos
econômicos.
Itália - O país possui 6.175 km de vias expressas concedidas, gerenciadas pela SPA Societá Autostrade, de economia mista, com 51% de ações estatais. Desse total, apenas 3.200 km são concedidos a outras administrações públicas e particulares (vias de menor importância). A construção e a manutenção das rodovias são financiadas pelo pedágio. Apenas uma entre as 25 concessionárias italianas (a que explora o trecho de Turim a Milão, de 127 km) é privada. As restantes contam com capital público e apoio de organismos regionais ou locais.





