O mundo estava em alerta antiterrorista ontem e os governos pediam calma enquanto ampliavam os sistemas de segurança após os atentados do dia anterior em Nova York e Washington. A Força Aérea francesa declarou estado de alerta máximo, com seus pilotos prontos em suas aeronaves. Os governos de toda a Europa enviaram soldados para vigiar os aeroportos, estações ferroviárias, postos de fronteira e usinas nucleares.

Os vôos comerciais sobre Londres estão proibidos. O Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 estava refazendo seus planos de segurança. Os devastadores ataques terroristas de terça-feira geraram em quase todo o mundo reações de pesar, mas também de temor. ''Todos somos norte-americanos'', publicou o jornal francês Le Monde.

Muitas pessoas perguntavam-se como podem sentir-se seguras se os poderosos Estados Unidos foram atacados de uma maneira tão repentina e drástica. Na Ásia, as forças especiais de segurança e os soldados patrulhavam os edifícios do governo e os aeroportos. Milhares de pessoas foram desalojadas dos edifícios mais altos do mundo, as torres gêmeas Petronas, em Kuala Lumpur, capital da Malásia, após uma ameaça de bomba.

Na Alemanha, o Ministério das Relações Exteriores foi esvaziado por um alarme falso similar. As ameaças também foram dirigidas ao edifício mais alto de Frankfurt, o Messeturm.

Em Londres, os jornalistas receberam ordem de abandonar o gabinete do primeiro-ministro Tony Blair durante um breve alerta de segurança. Apesar de, aparentemente, todas as ameaças carecerem de fundamentos, a Embaixada dos Estados Unidos em Jacarta advertiu que um grupo militante estaria planejando ataque contra alvos norte-americanos na Indonésia.

Em muitas partes do mundo, embaixadas e consulados dos EUA foram fechados e barricadas foram levantadas. A Força Aérea da França foi colocada em estado de alerta máximo. Os pilotos aguardavam ordens dentro de 10 aviões Mirage, prontos para cumprir qualquer comando de decolagem em dois minutos.

O ministro da Defesa, Alain Richard, disse que cerca de 4 mil soldados, policiais e agentes adicionais foram deslocados em todo o país para proteger locais públicos. A operação fazia parte de uma série de medidas antiterrorismo batizada como Vigipirate. A maior parte das forças foi deslocada em Paris, mas as tropas guardavam também a entrada do túnel que cruza o Canal da Mancha.

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