O mundo caiu na minha cabeça
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de maio de 2003
Luka Morais<br>Reportagem Local 
Para o taxista Francisco Antonio Duim, 46 anos, casado, dois filhos e uma neta, a palavra câncer sempre esteve relacionada com outra: morte. Há um ano, ele ouviu a palavra dita pelo médico que anunciou o resultado do exame feito devido a um caroço na virilha. O mundo acabou naquela hora. Caiu sobre a minha cabeça. Só pensei que eu ia morrer, recorda Duim.
Conhecido como Chico, o taxista lembra que o médico recomendou apenas que cuidasse da alimentação e que abandonasse o cigarro e o álcool. Passei três dias bebendo e fumando feito um louco. Pensei: se vou morrer, que seja de tanto fumar e beber. No terceiro dia, no entanto, Chico decidiu seguir as recomendações do médico. Pedi ajuda a Deus e à Nossa Senhora, conta.
Foram 12 meses de quimioterapia. Em fevereiro deste ano, o taxista ouviu do médico a frase que lhe tirou dos ombros todo peso que vinha carregando desde o anúncio da doença. Quando o médico disse você está curado seo Francisco, eu senti que nasci de novo. O taxista deve fazer acompamento médico durante cinco anos para assegurar a eficácia do tratamento.


