Para o taxista Francisco Antonio Duim, 46 anos, casado, dois filhos e uma neta, a palavra câncer sempre esteve relacionada com outra: morte. Há um ano, ele ouviu a palavra dita pelo médico que anunciou o resultado do exame feito devido a um caroço na virilha. ‘‘O mundo acabou naquela hora. Caiu sobre a minha cabeça. Só pensei que eu ia morrer’’, recorda Duim.
  Conhecido como Chico, o taxista lembra que o médico recomendou apenas que cuidasse da alimentação e que abandonasse o cigarro e o álcool. ‘‘Passei três dias bebendo e fumando feito um louco. Pensei: se vou morrer, que seja de tanto fumar e beber’’. No terceiro dia, no entanto, Chico decidiu seguir as recomendações do médico. ‘‘Pedi ajuda a Deus e à Nossa Senhora’’, conta.
  Foram 12 meses de quimioterapia. Em fevereiro deste ano, o taxista ouviu do médico a frase que lhe tirou dos ombros todo peso que vinha carregando desde o anúncio da doença. ‘‘Quando o médico disse ‘você está curado seo Francisco’, eu senti que nasci de novo.’’ O taxista deve fazer acompamento médico durante cinco anos para assegurar a eficácia do tratamento.

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