'O mercado está difícil'
Essas estatísticas acabam afetando as relações sociais e a forma como homens e mulheres se vêem no campo afetivo. Para a jornalista Elaine Felchacka, 33 anos, além do ''mercado estar difícil, falta competência das mulheres para arranjar um namorado''. Solteira, ela acredita que tanto eles como e elas estão mais exigentes na hora de procurar um companheiro.
''Além disso, as mulheres têm assustado os homens com sua maior independência e posição de poder. Eu mesma já pensei em me casar logo. Hoje não descarto esse objetivo, mas não casaria com qualquer um só para deixar de ser solteira'', explica. Na turma de oito amigas, apenas uma trocou alianças, e agora mora em Londres, Inglaterra.
Josiane Perotto, 19 anos, confessa que concorrência está mesmo acirrada. ''As mulheres também estão com medo de gostar de alguém. Não existe mais homem de qualidade e eles acham que cada um tem que ter sete mulheres'', reclama. A secretária, solteira, conta que não falta homem disposto a um caso rápido. ''O problema é conseguir algum afim de um relacionamento certo''.
Os amigos Hamilton Neto e Juliano Luiz assumem que tiram vantagem da posição no mercado afetivo. ''Sou solteiro por opção porque mulher é o que não falta. E elas têm corrido mais atrás, estão mais atiradas'', conta o administrador Hamilton que prentende ''explorar suas opções por mais um tempo''. Para Juliano, algumas idades são mais complicadas que outras, mas a dele, 25 anos, ''está excelente, tem mulher de sobra''. Tomando uma cerveja com outros dois amigos solteiros convictos, todos bradam: casar, só depois dos 30 anos. ''E olhe lá''. (M.R.M.)





