'O jornalismo da FOLHA é nota 10!'
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de novembro de 2007
Thiago Nassif<br>Reportagem Local 
O misto de matérias e serviços é a tendência mundial. Aqueles que sabem explorar bem isso, como a FOLHA, cativam leitores de todas as idades
Formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, a UEPG, Monica Carvalho amadureceu, em 2007, idéia que acalentava um ano antes: abordar, em sua monografia de conclusão do curso de pós-graduação em Comunicação com o Mercado, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o jornalismo de serviços prestado pela Folha de Londrina.
Para tanto, Mônica foi bastante específica: elegeu a seção ''Suas Compras'', que estreou em 25 de abril de 2006 no Caderno de Economia, como base e referencial para suas argumentações.
Atualmente residindo em Telêmaco Borba, Monica tem na ponta da língua - e escreveu, no trabalho -, o porquê da FOLHA. ''A FOLHA foi escolhida para a pesquisa por ser considerada referência no padrão de jornalismo predominante e representativo da grande imprensa brasileira atual no Paraná'', sustenta.
Nas muitas páginas da monografia, Monica relembra o dia 13 de novembro de 1948 - data de estréia do jornal -, contextualizando, também, a evolução da FOLHA, num paralelo com os dias atuais. ''O patrimônio da empresa resumia-se a uma velha mesa, duas cadeiras e uma máquina de escrever'', rememora a jornalista, que traz, em seu trabalho, depoimentos de editores, do chefe de redação, do fundador-presidente e do diretor-superintendente da FOLHA, José Eduardo de Andrade Vieira.
Jornalismo de serviço
Nas observações, que focaram as edições do mês de outubro de 2006, Monica transitou por um universo que trouxe, como personagens do ''Suas Compras'', da artista plástica Guiomar Accorsi Moreira (''Comprar bem e com economia é uma arte''), ao médico Luis Parellada, e temas que variaram do palmito ao pão, passando pelo frango caipira e culminando com brinquedos.
''Penso que, para fazer um bom negócio, você precisa de informação. Com esse subsídio, você se torna um usuário, ou seja, aquele que sabe o que quer, que tem regras e critérios. O leitor da FOLHA insere-se nesse contexto, graças às informações que recebe, convertendo-se em usuário e não em mero consumidor, que compra qualquer coisa''.
Como leitora da FOLHA, Monica acentua o serviço como um ícone dos mais importantes. E não esquece do jornalista Luis Nassif. Premiadíssimo, Nassif é autor do livro ''O jornalismo dos anos 90'', de 2003, que trata da prestação de serviços do jornalismo ao leitor. Nassif é considerado o introdutor do jornalismo de serviços.
Estaríamos diante de uma tendência mundial, a ser explorada pelos jornais? ''O misto de matérias e serviços é a tendência mundial. Aqueles que sabem explorar bem isso, como a FOLHA, cativam leitores de todas as idades. Pesquisas recentes mostram que, até os jovens, volta e meia citados como afeitos à tecnologia, gostam de ver suas temáticas estampadas em publicações impressas e, claro, de serem ouvidos''.
Como diagnóstico final, Monica faz votos de muitos aniversários não só para o jornal, como para o ''Suas Compras''. ''A seção traz a dignidade de optar e fazer escolhas. De dicas de alimentação ao que a Lei diz, o 'Suas Compras' aposta na informação e faz as pessoas saírem de suas zonas de conforto: se há dúvidas, elas são esclarecidas''. A constar: o trabalho, que contou com orientação da professora Maria Helena Cavazzoti Viana, arrebatou nota dez. ''Efetivamente, a Folha de Londrina é nota 10!'', conclui.


