Governista desde seu nascimento, o Paraná consolida essa ‘‘vocação’’ durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Ao contrário de outros Estados, em que os interventores seriam substituídos periodicamente, no Paraná o ditador encontra um governante extremamente fiel. O engenheiro civil ponta-grossense Manoel Ribas governaria o Paraná por 13 anos, de 1932 a 45 –apenas dois anos a menos do que o presidente.
Manoel Ribas encontra o Estado em grave crise econômica e mergulhado em corrupção. Seu principal feito político seria retomar as concessões de extensas áreas de terra no interior, presenteadas pelos governos pré-revolucionários a grandes empresas nacionais e estrangeiras. Essa iniciativa permitiria a colonização do interior. Também demitiria funcionários públicos.
Na área de infra-estrutura e produção, construiria rodovias importantes (entre elas a Estrada do Cerne, ligando Curitiba ao Norte do Estado), reaparelharia o Porto de Paranaguá, incentivaria a cafeicultura e modernizaria a pecuária.
Segundo historiadores, seu principal erro político seria criar, em 1943, o Território Federal do Iguaçu, agregando as porções oeste de Paraná e Santa Catarina. Em 1946, após a queda de Getúlio –e, consequentemente, de Ribas– o novo território seria extinto por emenda constitucional.

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