O gerente de banco virou próspero produtor de uvas
Miriam Karam
De Curitiba
Especial para a Folha
José Contardi passou a vida, como gerente do Banestado, a visitar produtores rurais que lhe pediam empréstimos. Nessa romaria, descobriu que o que gostava mesmo era trabalhar com a terra. Depois que se aposentou, usou a terra que já havia comprado em Paissandu, próximo a Maringá, e se revelou um agricultor de mão cheia. Em apenas 1,1 hectare ele colhe duas safras anuais de uva fina de mesa, dos tipos Itália, Rubi e Brasil.
Com um clima favorável e uma técnica especial de podas, Contardi está colhendo nesta segunda safra, a safrinha, 25 mil quilos de uva, o que considera muito bom para a época. A safrinha começou no início de maio e continua até agosto. Logo depois, já em novembro, ele começa a colher a safra maior, que prossegue até fevereiro.
Confiante no novo trabalho, que começou no final de 1995, o neo-agricultor já está preparando mais um hectare para aumentar a produção. E sua iniciativa colaborou para dar emprego a outras quatro pessoas, além de uma quinta em cada colheita.
José Contardi também não tem problemas de comercialização, embora pouco do que produza seja consumido na região. Ele vende a maior parte de sua produção para o Espírito Santo, Minas e até, quem diria, para o Rio Grande do Sul, o maior produtor de uva e vinho do País. Na verdade, vendo para os quatro cantos do Brasil, revela, satisfeito. Apesar do sucesso já obtido, Contardi não pára. Diz já ter pensado na experiência de fazer vinho ou mesmo uva passa, de olho nas sobras. É preciso pensar para a frente, sempre.





