O futuro pertence aos médicos
Só os médicos estarão praticando a acupuntura num futuro breve. Esse é o caminho natural, após o reconhecimento da especialização de médico acupunturista e a criação dos cursos como o que está sendo realizado em Curitiba, pelo Centro de Estudos de Acupuntura do Paraná. Não descartamos o valor das pessoas que levaram esta técnica à população apesar das dificuldades de não terem frequentado uma escola de medicina, diz Mauro Carbonar, lembrando que grande parte dos que fazem acupuntura hoje não tem diploma de médico. Mas a verdade é que qualquer intervenção feito no corpo humano só deve ser feita por quem tem conhecimento adequado sobre o mesmo.
Numa sessão de acupuntura feita por alguém sem conhecimento médico, podem ser perfuradas partes importantes do corpo e causar lesões graves. As aplicações na coluna, por exemplo, são muito delicadas por causa da medula. Problemas ainda mais graves podem nascer da ocorrência de diagnósticos errados - isto é, inclusive, fonte principal das críticas dos médicos que têm reservas à acupuntura. Pode-se imaginar que a pessoa tem uma dor nas costas simples e na verdade ela tem um tumor ou uma tuberculose óssea. Com isso, gasta-se tempo tratando apenas o sintoma e, depois de um ano, a pessoa está tomada pela doença, informa. Os médicos não vão fazer apenas a acupuntura: eles são os profissionais habilitados para requisitar exames e conferir os resultados.
Já está sendo analizada no Congresso proposta para regulamentar a prática da acupuntura. Segundo ela, no futuro apenas os médicos poderão praticá-la. Para não prejudiar os acupunturistas que atualmente trabalham sem diploma, estuda-se uma regulamentação auxiliar, segundo a qual os profissionais que já estiverem trabalhando a mais de cinco anos ganhariam uma licença de técnicos para poder continuar.





