O futuro da Mata Atlântica
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de junho de 2011
Mie Francine Chiba<BR>Reportagem Local 
Dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no Dia Nacional da Mata Atlântica revela que o Paraná, que possuía 98% do seu território no bioma da Mata Atlântica (19.667.485 ha), perdeu 3.248 ha desta cobertura no período de 2008 a 2010.
No entanto, o documento, chamado de Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, mostra que a taxa anual de desmatamento diminuiu 51% nestes últimos três anos. Atualmente, o Estado possui 2.094.392 ha coberto com a Mata Atlântica Nativa, o que representa 10,65% do território original.
O secretário estadual do Meio Ambiente, Jonel Iurk, enfatiza que 3.248 ha é um número expressivo. Porém, a quantidade de Mata Atlântica presente no Paraná, em comparação a outros estados mostra que esta posição não é tão degradante.
Para ele, a causa do desmate ocorrido nestes dois últimos anos no Paraná pode estar nos proprietários rurais que, por motivações econômicas, resolveram aumentar a área de plantio, diz. Para ele, isso pode ser interpretado pelo fato de a área de desmatamento estar distribuído entre vários municípios.
De qualquer forma, temos que nos preocupar. A própria SOS Mata Atlântica recomenda que o Estado deve melhorar sua fiscalização. O que já estamos fazendo com a instituição do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), acrescenta.
Iurk se refere ao projeto Bioclima, que deve ser lançado em agosto deste ano e que institui pagar agricultores que mantiverem mata nativa em suas propriedades. Com o PSA, floresta em pé vale mais que desmate e plantio. Por isso, recomendo que as pessoas conservem sua biodiversidade.
Ele explica que esta remuneração ao agricultor acontece por meio de uma espécie de compensação. O programa Bioclima terá um fundo, por onde proprietários que possuem débitos com reserva legal compram créditos de propriedades que possuem floresta em pé. No setor industrial, a receita vem através de indústrias que buscam a neutralização de carbono com a aquisição e plantio de árvores.


