O funcionário é a empresa
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segunda-feira, 02 de dezembro de 2013
Paula Barbosa Ocanha<br> Reportagem Local 
A imagem da empresa é formada por um conjunto da qualidade dos serviços e/ou produtos que ela oferece juntamente com as pessoas que ali trabalham, afirma o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em desenvolvimento humano e gestão de pessoas, Amir El-Kouba. Para ele, mais do que o "cartão de visitas da empresa", o funcionário "é a empresa". "O grande diferencial das marcas hoje no mercado é a forma com que o colaborador estende e divulga positivamente o trabalho dele para a comunidade. Nada vale mais do que um ótimo atendimento", explica.
Para o especialista, quando os gestores investem e valorizam os funcionários, eles trabalham satisfeitos e divulgam a marca da empresa de forma positiva, ajudando, portanto, nessa divulgação espontaneamente. "Quando você pega duas empresas equivalentes em qualidade de produtos e preço, o que faz diferença para o cliente é o atendimento. Por isso o funcionário satisfeito é fundamental". Para ele, todos os colaboradores são importantes, sejam entregadores, prestadores de serviço, trabalhadores braçais, vendedores ou atendimento ao público, "porque eles levam a marca e a identificação da empresa no peito". "Ter uma postura adequada no trabalho ajuda a empresa a ser bem vista pelos clientes. Um funcionário cordial, feliz, que tem uma postura adequada passa a imagem de que essa é a postura da empresa no mercado e com os consumidores".
Portanto, a empresa que quer ser bem lembrada no seu segmento precisa valorizar seus colaboradores. Para isso, o professor acredita que a empresa deve dar atenção a cinco questões prioritárias: criar um bom clima no ambiente de trabalho, físico e psicológico para os funcionários. Ter políticas de reconhecimento, valorizando bons resultados. Treinar e desenvolver tecnicamente os colaboradores. Ter uma boa política de gestão de pessoas, onde o gestor se porte bem e coloque o funcionário de forma prioritária e, por fim, marketing e ações internas, que criem no colaborador o orgulho de pertencer àquela empresa. "Uma coisa é você pagar uma propaganda na televisão ou no rádio que fale bem da sua marca, outra coisa é você ter um colaborador satisfeito, que fale bem da sua empresa para os amigos e a família. Isso pode impactar mais a comunidade do que campanhas milionárias", finaliza.


