Vida de peão -

O fino trato aos animais

Os irmãos gêmeos Breno e Bruno há 12 anos atuam como tratadores de animais e consideram participação em exposições uma rotina de trabalho

Walkiria Vieira - Grupo Folha
Walkiria Vieira - Grupo Folha

“Daqui, seguimos pra Uberaba. Em casa, só lá pro dia 10 de maio”, avisam os gêmeos que entendem bem de comida, higiene e comportamento dos nelores
“Daqui, seguimos pra Uberaba. Em casa, só lá pro dia 10 de maio”, avisam os gêmeos que entendem bem de comida, higiene e comportamento dos nelores | Walkiria Vieira



O fino trato dado aos animais é uma das características do trabalho realizado pelos tratadores Bruno Santos, 20 anos e Breno Santos, também 20. Irmãos gêmeos, nasceram em Itabuna (BA)e moram em Goiás – muito embora passem mais tempo em viagens para apresentar os gados da raça nelore mocho. “Daqui, seguimos pra Uberaba, em Minas Gerais. Em casa, só lá pro dia 10 de maio”, comentam. 


Os rapazes que moram em uma fazenda já se acostumaram com as curiosidades que partem de quem é da cidade. Segundo os tratadores, os visitantes se mostram impressionados com o tamanho e peso dos animais. Noah, por exemplo, é um nelores que está na ExpoLondrina. Tem 16 meses e 11 dias. Quando sobe na balança, marca 586 quilos e, antes do julgamento, recebe cuidados especiais que antecedem até quatro horas de sua apresentação. Raspa as orelhas, modela o rabo, faz a barba, apara os cílios e recebe um xampu próprio para ficar mais branquinho do que já é. “Ele é brincalhão”, comentam. A fêmea Olívia, de 16 meses e sete dias é considerada centrada. Adultos e crianças pedem para tocar nas orelhas e levam para casa fotos como se fossem troféus – dada a beleza dos animais. “Por uma questão de segurança, só não pode montar”, orientam.




A comida, a higiene e o comportamento dos nelores são de responsabilidade dos profissionais que já passaram seus conhecimentos adiante. “Aprendemos e ensinamos”, respondem com humildade. Sob cuidados por 24 horas, os animais brigam por ranking nacional e, segundo os tratadores, precisam descansar. “Se passam estresse, não ganham peso e a manutenção com eles e o espaço é contínua. Aqui um ajuda o outro”. Com o dormitório coladinho nos bichos, os trabalhadores explicam que podem dormir de verdade e descansar também. “Os guardas passam a noite aqui”, avisam. Ao todo, 30 exemplares da Agropecuária Flamboyant chegaram a Londrina para o evento. 






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