Quem passa pelo cruzamento das ruas Faria Sobrinho com Professor Cleto, em Paranaguá, se depara com o exemplar mais antigo da arquitetura paranaense.
Poucos paranaenses sabem, mas o local tão importante para a história não contava com rede de esgoto até recentemente. A realidade mudou no final de 2014 passado com a implantação de uma nova estação de tratamento na cidade, a ETE Costeira, que abrange 12 bairros, trata 100 litros por segundo e atende cerca de 14 mil parnanguaras. A obra, que custou de R$ 10 milhões, amplia para 63% os imóveis atendidos com rede coleta e tratamento de esgoto.
A ETE é resultado de uma série de obras que contemplam instalação de rede de esgoto, tratamento de efluentes em estações e abastecimento de água realizados pela CAB Águas de Paranaguá, uma empresa de capital privado cujo compromisso é investir R$ 331 milhões até 2045. A CAB é a única empresa privada a gerir uma sistema de água e esgoto entre os 399 municípios do Paraná.
Desde 2008, primeiro ano da concessão, os índices de abastecimento de água e tratamento de esgoto em Paranaguá ficam acima da média nacional.
As mudanças trouxeram reflexos positivos população. Em 1999, Paranaguá registrou uma epidemia de cólera com 463 casos confirmados e três mortes. Uma década depois, o município não registrou nenhum caso de cólera. As internações de crianças por diarreia caíram de 203 para 100 num intervalo de sete anos. E os gastos com internações hospitalares por doenças provocadas por diarreia caíram de R$ 452 (para cada mil habitantes) para R$ 372.

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