O esporte atrai aventureiros
O primeiro grupo que se aventurou morro acima ainda pela manhã, é formado praticamente por iniciantes que concluíram o curso preparatório de vôo há poucos meses. Foi pouco tempo no ar (menos de dez minutos) até atingir o alvo, 320 metros abaixo, mas a emoção para todos é exatamente a mesma.
Leandro Rasi, gerente administrativo, está voando há três meses. Sempre quis voar, desde pequeno. A sensação de liberdade é maravilhosa, define.
O colega e auxiliar de ortodontia, Marcos Mantovani, voa há dez meses e já convenceu a namorada, a dentista Cristiane, a acompanhá-lo em vôos duplos. É o programa de fim de semana. Estamos sempre voando. A emoção é grande demais, afirma Cristiane.
O empresário Clayton Blatt diz que a sensação que o vento proporciona é indescritível. A força da natureza faz você se sentir livre. Ele também fez o curso e voa há apenas dois meses. É muito tranqüilo e seguro, garante.
Roberto Correa, autônomo, também está voando há apenas quatro meses, enquanto o mais experiente, Paulo César, produtor rural, voa há três anos. A emoção é demais, completam os pilotos, que trocam informações o tempo todo.
O advogado Fernando Venâncio, de Campo Mourão, conseguiu ficar no ar por 20 minutos, com cerca de 500 metros de altura da rampa. Minha intenção era voltar para a rampa, mas peguei uma sombra (descendência) e precisei descer.
Com experiência desde 2001, Fernando controla todos os detalhes pelo variômetro (aparelho que mede o ganho de altitude da vela) e o GPS (aparelho que dá o mapeamento do vôo ou a posição global, incluindo, além da altitude, a velocidade). As nuvens também servem de referência. Quanto mais próximo das nuvens, mais alto o vôo.
Olha lá!!, diz Fernando, apontando para um pássaro que plana no céu. Você pode se basear por ele e imitar os movimentos. E complementa: É uma sensação muito boa. Com o tempo melhoramos as condições técnicas, aperfeiçoamos o vôo. Só voando para saber. (M.O)





