O enredo
da epopéia do
perfume
O samba-enredo ‘‘Através da Fumaça, o Mágico Cheiro do Carnaval’’ resgata a epopéia do perfume desde a antiguidade. A rainha de Sabá seduziu o rei hebreu Salomão graças a seus perfumes, no século X a.C.; os reis magos levaram, entre outras coisas, incenso ao menino Jesus; Nefertiti, rainha do Egito, envolveu o imperador romano Antonio com seus perfumes embriagadores; o apogeu da realeza francesa foi marcado por fragrâncias especialmente preparados para os nobres.
Para disfarçar o mau cheiro das ruas de Paris, por exemplo, as pessoas abusavam dos perfumes para criar uma espécie de ‘aura’ em torno de si, mantendo longe os eflúvios malignos.
O hábito de perfumar a casa e o corpo leva a uma verdadeira viagem por todos os continentes, povos e séculos. Embora o olfato tenha sido, na sociedade moderna, preterido pela visão, a indústria perfumística trata de manter o hábito a todo vapor. Ou, como preferem os carnavalescos, a toda fumaça.

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