O despertar de um novo modelo
''Acho que a discussão recente sobre os cursos de Engenharia (entidades locais cobram a criação de novas graduações na área na UEL) é um despertar da comunidade para uma política de desenvolvimento mais adequada ao modelo econômico atual, em que qualquer produto tem alto valor agregado'', acredita Ivan Frederico Lupiano Dias, da Adetec. ''Londrina mostra ter uma riqueza nas áreas mecânica e tecnológica. Cursos de graduação ajudariam com projetos inovadores e conhecimento.''
O ano de 1975 continua sendo o grande marco divisor da história econômica de Londrina. A geada negra que assolou o Norte do Paraná destronou definitivamente a cafeicultura, que já não vivia seu auge, do status de base da economia londrinense.
Os dados do IBGE mostram com clareza essa mudança de foco. Em 1960, o setor primário respondia por 79% da mão-de-obra ocupada em Londrina. Dez anos depois, a participação do setor havia caído para 60%. Em 1980, cinco anos após a geada negra, empregava apenas 26% do total de trabalhadores ocupados. Enquanto isso, os serviços assumiam o ponto mais alto no pódio da economia londrinense. É o momento do próximo passo. (F.G.)





