O desenvolvimento do Paraná entre suas metas
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segunda-feira, 02 de fevereiro de 2015
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Como ministro da Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária, José Eduardo de Andrade Vieira teve uma atuação intensa e foi responsável por várias medidas que beneficiaram o setor agropecuário. Assumiu a pasta por duas vezes. A primeira delas nos meses de setembro e outubro de 1993 no governo Itamar Franco e depois em janeiro de 1995 a maio de 1996 durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
O atual presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Kroetz, trabalhou ao lado de José Eduardo como diretor de defesa animal do ministério e destaca várias ações que foram adotadas e beneficiaram o País. Segundo Kroetz, ele criou o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa e também unificou o calendário de vacinação contra a doença em todos os Estados, com a imunização do rebanho sendo realizada duas vezes por ano. Na área de comercialização de carne, foi José Eduardo que implantou a norma que determina a refrigeração mínima de 7 graus Celsius para o produto para sair do frigorífico, além de ser transportado em veículos refrigerados, destaca o presidente da Adapar.
O ex-ministro, lembra Kroetz, participou também da renegociação das dívidas dos agricultores para mudar o cálculo de juros que era atrelado à TR (Taxa Referencial), o que a tornava impagável. Foi na gestão de José Eduardo que iniciaram-se os estudos para a implantação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Para o presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto, José Eduardo "dinamizou o ministério". Ele lembra que o ex-ministro liderou um movimento mundial para a defesa da economia cafeeira quando o setor passava por um momento de crise. Dalberto destaca ainda o zoneamento agroclimático, que define quais as épocas de plantio melhores para cada região, que foi valorizado e ampliado em sua gestão.
Já o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab), Francisco Simioni, cita a luta de José Eduardo por uma política agrícola de proteção à agropecuária como um todo.
Para o assessor da presidência da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Carlos Augusto de Albuquerque, como ministro José Eduardo foi fundamental na criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Como senador, José Eduardo, a pedido do ex-presidente da Faep, Paulo Ribeiro, desengavetou o projeto que criava o Senar, que tinha sido incluído na Constituição Federal de 1988, mas estava parado no Senado. "José Eduardo desengavetou e fez o projeto andar. Por esse motivo ele foi homenageado pelo Senar e Faep há uns três anos", conta.
Desde sua criação, os cursos do Senar já formaram cerca de 1 milhão de trabalhadores e produtores rurais. "Essa capacitação ajudou a alavancar a produtividade do Estado. Foi um salto na qualidade do setor produtivo", comemora o assessor da Faep.
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, considera que como ministro de Indústria e Comércio, José Eduardo teve uma gestão mais voltada para o empreendedorismo. Campagnolo conta que teve uma ligação com o Bamerindus no início de sua vida profissional. O atual presidente da Fiep trabalhou no banco quando adolescente, em várias funções. Segundo ele, o banco ajudou a transformar a produção do Paraná nas áreas de indústria, serviços, comércio e agricultura. Ele lembra que cada agência atendia a segmentos específicos da economia de acordo com a região na qual atuava. "O banco estava onde havia necessidade de desenvolvimento", enfatiza.




