O desafio está lá fora
Um dos maiores desafios dos programas de emagrecimento ou mesmo do citado ''turismo de saúde'' não está exatamente em adaptar-se à rotina, mas no que fazer com os conceitos aprendidos depois de sair do local. Uma pesquisa feita pelos médicos do spa da Lapinha mostrou que 27% das pessoas que retornam à clínica voltam mais obesas do que quando foram pela primeira vez. ''O spa não pode ser uma muleta e nem um 'alívio imediato''', diz o médico Cláudio Barbosa.
Ele revela que o emagrecimento e a conquista por hábitos saudáveis não podem ser alcançadas em pouco tempo. ''As pessoas hoje querem resultados rápidos e não entendem que na medicina não existe mágica'', defende. Ele revela que, apesar de não ser o foco principal da Clínica, mais de 95% dos hóspedes tem o objetivo de emagrecer. ''Hoje, a medicina encara a obesidade como uma doença. mas os spas não podem ser utilizados como muletas''.
Segundo ele, é preciso que as pessoas façam um revisão do estilo de vida e encarem o spa como um aprendizado de hábitos saudáveis que não podem ser abandonados no dia a dia. ''Um dos maiores perigos é o que chamamos de efeito iô-iô. A pessoa engorda e depois emagrece'', revela. Por isso, a Lapinha está estimulando o acompanhamento dos hóspedes fora da clínica, com profissionais liberais.
O professor de educação física Jean Pereira, que trabalha no local há nove anos, já está sendo solicitado por pessoas que saem do spa, mas querem uma orientação para continuar se exercitando e mantendo os hábitos adquiridos na Lapinha. O professor revela que é necessário estimular os hóspedes e fazê-los entender que é preciso esforço e força de vontade para alcançar um objetivo. Seja para emagrecer ou buscar uma qualidade de vida cada vez maior. (K.M.)





