Com tantos imóveis em construção, um dos desafios é conseguir funcionários qualificados, tanto para trabalhar nos canteiros de obras, quanto para executar serviços posteriores à entrega do imóvel. Nas maiores construtoras da cidade, a saída foi a criação de treinamentos internos e de parcerias com instituições para oferecer cursos de capacitação. Incentivar o ingresso em cursos superiores e de pós-graduação, por meio de ajuda financeira para pagamento das mensalidades, é outra prática comum.
O grupo Plaenge, que inclui também a Vanguard Home e a Emisa (divisão industrial do grupo), conta atualmente com 2.183 colaboradores diretos e têm 47 vagas em aberto. Nos seis primeiros meses de 2012 foram feitas 572 novas contratações, quase o total de todo o ano de 2011, quando foram admitidos 594 funcionários. Em 2010, segundo dados da construtora, foram contratadas 357 pessoas.
Para tentar suprir a carência de funcionários qualificados, a construtora implantou a Escola da Construção, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai). Colaboradores, funcionários terceirizados e comunidade externa podem participar de cursos para atuar em funções como carpinteiro, servente de pedreiro, operador de equipamentos e azulejista, entre outras. Mais de 100 pessoas, de nove turmas, já se formaram pela escola, que oferece aulas gratuitas.
A iniciativa, segundo a gerente de Recursos Humanos do grupo, Luciana Siqueira, tem ajudado a diminuir a carência de mão de obra. ''Já chegamos a ter cerca de 80 vagas, no início do ano'', revela a gerente. Luciana também informa que atualmente 51% dos funcionários da Plaenge possuem nível de escolaridade acima do 2º grau e, na média, permanecem quatro anos no grupo.
Na A. Yoshii e Yticon são 2.687 funcionários trabalhando nos setores administrativos e nas obras. Até o dia 30 de junho o grupo tinha 65 vagas em aberto. Além de treinamentos internos específicos para cada função, são oferecidos cursos em parceria com o Senai. A empresa também implantou o Diálogo Semanal de Segurança, desenvolvido junto aos mestres de obras. ''O nível de instrução exigido depende da função exercida. Para o nível operacional oferecemos até curso de alfabetização, no próprio canteiro de obras'', informa o diretor de Recursos Humanos da empresa, Aparecido Siqueira.
Ele argumenta que a melhoria da escolaridade facilita o entendimento e o alinhamento entre colaborador e as necessidades da construtora, como a adoção de novas tecnologias. A maioria dos colaboradores - 52% - trabalha para o grupo há no máximo dois anos. ''A tendência, pelo menos nos próximos três anos, é continuar aumentando o número de funcionários, provavelmente atingindo a marca de 4 mil'', calcula Siqueira. No ano de 2012 já foram contratados 689 funcionários, superando a marca de 2011, quando foram admitidos 578 novos colaboradores ao longo de todo o ano.
A FOLHA fez contato diversas vezes com o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracon) para levantar o número geral de empregados e vagas em aberto no setor em Londrina, mas as informações não foram fornecidas. (S.L.)

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