O casal que ficou
Sobre a experiência de quase dois anos na Rede Globo, em que fez parte do elenco de Malhação, Rosana Stavis, 45, é categórica. ''Muito chato. TV é muito chato.'' Cansou da briga de egos e da falta de espaço para papéis maiores. Em 2000, Rosana foi morar em São Paulo, onde atuou na peça a ''Vida é cheia de som e fúria'', da Sutil Companhia de Teatro. A experiência na capital paulista, onde também trabalhou com publicidade, foi muito melhor. ''Lá, você respirava.''
Em São Paulo, em 2003, conheceu Marcos Damaceno, o diretor de teatro que viria a ser o seu marido. Ela então volta a Curitiba, onde formou-se em Artes Cênicas. No retorno à cidade, começaria a bem-sucedida trajetória da banda Denorex, formada por atores paranaenses que cantam hits dos anos 1980.
Um desses atores, Alexandre Nero, hoje ganha destaque com uma participação em uma novela da Globo. ''Mas ele é exceção. A maioria das pessoas fica se batendo e não chega a lugar algum.'' Rosana ainda dá um conselho sobre a experiência na TV. ''Se você vai atrás do sucesso e da fama, pode ser bem-sucedido. Mas tem de saber o que procura, do contrário vai cair no vazio.''
Há o dizer de que os atores curitibanos são talentosos. ''E são mesmo. São bons, dedicados e talentosos'', afirma Damaceno, 30. Ele optou, ao lado da esposa, por ter residência em Curitiba. A casa, na Rua 13 de maio, serve como lar e espaço para ensaios e apresentações da companhia da dupla. ''Aqui é melhor para ensaiar e montar os espetáculos. A cidade tem uma facilidade para locomoção e produção. Temos boa qualidade a um bom preço'', comenta.
Depois de prontas, as peças da companhia, que leva o nome do diretor, são apresentadas na cidade e viajam o País. ''E, por mais que alguns falem mal, tem uma cena teatral muito intensa aqui.'' (R.U.)





