Em 1977, Rua Saldanha Marinho:De uma pequena farmácia de manipulação a um dos maiores grupos brasileiros de perfumaria e cosméticos - esse foi o caminho percorrido nos últimos 20 anos pelo O Boticário. Como retrata a biografia do presidente do grupo, Miguel Gellert Krigsner, quem subisse a Rua Saldanha Marinho, no centro de Curitiba, em 1977, não poderia imaginar que ali estava a semente de um dos maiores impérios do setor no País.
A pequena loja O Boticário era a primeira farmácia de manipulação da Capital. Seus donos - Miguel Gellert Krigsner e Eliane Nadalin, farmacêuticos e bioquímicos, e Wilhelm Baumeier e José Schweidson, dermatologistas - investiram, juntos, US$ 3 mil para montar o negócio.
Hoje os números impressionam. São 27 mil m2 de área construída, 10 mil empregos gerados (diretos e indiretos), 1.439 lojas franqueadas no Brasil, faturamento de US$ 416 milhões e crescimento previsto de 10% para este ano. A linha de produtos tem 430 itens, divididos entre as linhas de cuidados para o corpo, cuidados faciais, protetores solares, maquiagem, deo-colônias, desodorantes, sabonetes e xampus.
A rede conta ainda com 56 lojas em Portugal, uma na Espanha (Madri) - mais o trabalho de venda porta-a-porta -, uma no México (Cancún), uma no Peru (Lima), distribuidores no Canadá e Japão (atende 300 pontos de vendas de produtos brasileiros), além de 16 lojas próprias em Curitiba e oito em Belo Horizonte.
Desde o início, O Boticário usava extratos e matérias-primas de primeira qualidade para garantir a eficácia dos princípios ativos das substâncias retiradas da natureza. Além disso, qualidade na formulação e na produção sempre foram as maiores preocupações de Krigsner.
Num mercado dominado por multinacionais gigantes, O Boticário encontrou espaço oferecendo produtos que levavam em conta o clima e a diversidade das regiões brasileiras, ao contrário dos concorrentes. Um dos segredos para vender os mesmos produtos ao mesmo preço e com a mesma eficiência em todos os cantos do País é a rede de distribuição, apoiada em masters franqueados.
Para Miguel Krigsner, a trajetória do grupo pode ser resumida em uma frase: ‘‘Para crescer, mesmo nas crises, é necessário ter perseverança, acreditar naquilo que se faz e arriscar’’. Está aí um exemplo de que isso pode funcionar, e muito. (G.P.)

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