O aquecido mercado das novas mídias
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
O mundo da animação nunca mais foi o mesmo. Com a evolução de tecnologia, hoje, os estudantes precisam aprender a desenvolver animações para as novas mídias como os celulares, smartphones e tablets.
O curso de Design Gráfico da Universidade Estadual de Londrina (UEL) já rende frutos nessa área. Este ano será oferecido um dos poucos cursos de pós-graduação em Animação de Mídias Digitais disponíveis no Brasil, com foco nesse movimentado setor. ''Daremos ênfase para que o aluno trabalhe em mídias mais atuais, tanto internet como celulares'', explica o coordenador do curso, Marcelo Castro Andrew.
Já foi fechada a primeira turma com 14 alunos. Andrew diz que o campo de trabalho do designer especializado nesta área é muito amplo. Ele pode tanto trabalhar como funcionário ou freelancer na pré-produção, que engloba o storyboard, design de personagens, desenvolvimento de cenários e de roteiros quanto na produção propriamente dita, de jogos para internet, para celular, animações para TV, para internet.
''E quem quer dar um passo mais largo, pode participar de editais do Ministério da Cultura ou de fundações culturais da cidade. A pessoa pode montar o próprio projeto e oferecer uma animação'', acrescenta.
Mas o melhor mercado está na publicidade, ele diz. ''Que tem uma demanda contínua. O pessoal que trabalha nesse mercado trabalha muito, mas ganha bem.'' A publicidade na internet, jogos para celular e jogos para internet também são meios em que a produção está mais intensa.
Mercado em alta
O designer Fernando Andrade da Costa Vieira começou a Bender Mobile - empresa que possui em sociedade com mais duas pessoas - na incubadora da UEL, e hoje opera no desenvolvimento de jogos para celular, área que ele considera em alta nos últimos tempos. ''O Brasil tem 202 milhões de celulares. Tem mais celular que gente. Por isso, as pessoas estão procurando muito entrar nesse mercado.''
Ele afirma que o curso de formação do designer não trabalha especificamente com o que é o dia a dia do profissional da áera de jogos, que precisa entender pelo menos um pouco de programação. ''A gente acabava aprendendo em palestras e fuçando.'' Na empresa, os estagiários aprendem na prática.
Sem limites
O coordenador da pós em Animação para Mídias Digitais afirma que, mesmo em Londrina, o estudante poderá encontrar campo de trabalho em empresas de software e de jogos. ''As médias cidades também podem entrar, porque não existe mais aquele limite geográfico. Ele pode fazer tudo pela internet mesmo. Tanto que você tem várias animações estrangeiras com parte feitas no Brasil.''


